terça-feira, 6 de setembro de 2016

Coube a mim ser eu


Hoje eu queria escrever tantas coisas... Falar do tempo que nos assombra, das manobras da vida que nos deixam imobilizados. Queria falar das injustiças e das incertezas. Queria poder voltar no tempo e fazer tudo diferente. Manter a esperança, a cabeça erguida, acreditar na bondade humana. Por hoje queria o otimismo no letreiro luminoso da minha mente, um coração intacto e cheio de amor. Mas ele insiste em doer. Hoje eu queria chorar um mar de lágrimas, mas lágrimas doces. Doce como poderia ser a vida, mas não é. Há muitos mortos dentro de mim.