sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Junto e Misturado

Regras do uso do hífen, só para relembrar como era e como ficou após a reforma ortográfica de 2009.



ANTES                            DEPOIS

ante-sala                          antessala
auto-retrato                     autorretrato
auto-suficiente                 autossuficiente
anti-rugas                        antirrugas
ultra-som                         ultrassom
supra-renal                      suprarrenal
contra-senso                    contrassenso
auto-escola                      autoescola

Repare que, neste caso, o prefixo terminado em vogal juntou-se à palavra iniciada com R e S, tendo que "dobrar" essas consoantes para se formar um só vocábulo.



ANTES                                     DEPOIS

aintiinflamatório                  anti-inflamatório
microondas                        micro-ondas
microorganismo                 micro-organismo
arquiinimigo                       arqui-inimigo
microônibus                       micro-ônibus

Neste caso, o hífen (que antes não era usado nestas palavras) torna-se obrigatório quando o prefixo terminar com uma vogal e a palavra seguinte iniciar com a mesma vogal.

Fica a dica.

Chris

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

My Sister Number One

O amor dispensa provas... Mas cabe homenagem. Só para dizer que tenho muito orgulho de ter você como irmã! Beijos!


Amo Muito - Bruna Bianchi

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quando Bater o Desespero

Reportagem transcrita na íntegra

O que fazer depois de uma traição


Do que você seria capaz se fosse traído? Se fosse deixado de lado? Se, pior, sentisse a rejeição batendo à sua porta, ao ser trocado por outro? Até onde iria sua ira? Seria capaz de colocar essa pessoa em apuros? Lançar mão de um processo de mentiras, de histórias falsas, de amor e ódio, por pura vingança?

Contaria tudo para o mundo todo do seu jeito, mesmo que distorcendo a realidade, só para dar o troco? Transformaria a imagem deste(a) – até então um príncipe/princesa –, num demônio? Quanto de energia você empregaria nessa revanche? Quanto do seu tempo e recursos investiria para ver-se satisfeito? Cego(a) de raiva, seria capaz de colocar sua felicidade em jogo só para ser atendido(a) nessa “sede” que, cá para nós, não resolve em nada problema algum?

Tenho um amigo passando exatamente por essa situação. A garota se apaixonou depois de três meses de encontros casuais, e ele, como todo Don Juan, fez “a fila andar”. Resumindo, ela enlouqueceu. E, por consequência, está fazendo um estrago razoável na vida dele…

Ocupados

Coincidências à parte, esse tipo de atitude não ajuda em nada, não é mesmo? Primeiro, porque não há mentira que se sustente todo o tempo para todo mundo. Depois, porque quando empregamos a nossa vida, que é sagrada, na vingança, deixamos de viver o nosso sonho, de experimentar outras oportunidades, olhar para outras possibilidades. Estamos muito ocupados em não caminhar…

Além disso, essa dor não tem muito a ver com amor. Quem ama liberta. Quem ama quer ver o outro feliz seja como for. Quem pode amar e ser amado é aquele que já encontrou o amor dentro de si mesmo. Está bem, seguro, com a auto-estima equilibrada. Não precisa se provar, não precisa de provas de amor, não precisa de nada para se fazer compreendido. Aceita, confia e agradece. Entende que o sonho pode sempre ser sonhado.

Afinal, amor é algo que trazemos dentro. É também uma escolha de vida e de relacionamento. E, como toda escolha, não é para todos. É para os que despertaram internamente esse sentimento e, que, por isso, renovam seus votos para continuar a seguir no aprendizado.

Amam a si, ao outro, a vida, o belo, amam a natureza e a tudo que os toca. São generosos, estão prontos para ouvir, falar, dar e receber. E, nesse sentido, vale sempre reforçar, é irracional pensar que podemos interferir na escolha do outro, fazê-lo mudar de idéia se assim não quiser.

Livres

Não há – verdadeiramente – nada que possa prender um outro a nós… E esse também não deveria ser o objetivo da nossa vida. Somos mais, podemos mais, o amor, o outro, a relação podem e devem ser incluídos – mas é só!

O caminhar, o sonhar, o aprender depende do nosso querer, do que precisamos para evoluir e amadurecer. E, nesse contexto, o outro pode ou não caminhar conosco – e não há nada que possamos fazer para que escolha diferente.

Amar é, por si, um sentimento de liberdade que contagia a tudo e a todos que estão à volta. Quando olhar um casal feliz, observe, há harmonia, há paz, há também guerra – mas acima de tudo, a decisão de caminharem juntos.

E, como já estava escrito no livro dos livros, “o amor é o começo, o meio e o fim… ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine… porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido…”

Por fim, não há amor sem solidariedade, sem compaixão, sem empatia. Não há amor se não soubermos exercitar o ser…

Qual a sua história de amor? Você conseguiu superar a vontade de se vingar? Conseguiu trazer luz e energia para o seu dia a dia? Lembre-se: é só isto que conta. Para nós e para o outro, só o bem!

Escolhas, sempre escolhas.

Por Sandra Maia

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Presente Recusado


Um insensato ouviu dizer que o Buda pregava que devemos devolver o bem pelo mal e o insultou. O Buda guardou silêncio. Quando o outro acabou de insultá-lo, perguntou:

- Meu filho, se um homem recusasse um presente, de quem seria o presente?

O outro respondeu:

- De quem quis oferecê-lo.

"Meu filho" replicou o Buda, "Tu me insultaste, eu recuso o teu insulto e este fica contigo. Não será isso por acaso um manancial de desventura para ti?".

O insensato se afastou envergonhado, porém voltou para refugiar-se no Buda.

Extraído do livro "Buda" de Jorge Luiz Borges, Editora Bertrand Brasil.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Hoje o dia amanheceu mais azul



TUDO AZUL
ADÃO E EVA
E O PARAÍSO

TUDO AZUL
SEM PECADO
E SEM JUÍZO

Então, Bial

Há muito, venho percebendo que o nobre apresentador do Big Brother Brasil já não anda batendo bem da cachola, a começar pelos seus discursos em dia de eliminação. É uma viagem total! Não sei de onde ele consegue tirar tanta falácia para, no final, ninguém entender bulhufas! Grande Bial, um exímio jornalista em fim de carreira. Já foi correspondente internacional, produtor cinematográfico, um ousado repórter que já fez cobertura de guerra! Hoje, nos acostumamos a ver o Bee All diante do monitor de nossas tevês, conclamando os participantes mais insólitos e insossos a lutarem bravamente pelo prêmio de um milhão e meio de reais (que aliás é ínfimo perante a arrecadação que o programa tem.). Em um dos seus últimos discursos "anh, desenha pra eu entender", Bial disse que estava faltando homens na casa. Como assim? Esta 11ª e mais horrorosa das edições, abarcou nada mais nada menos do que dois homossexuais assumidos - Daniel e Lucival -, um transexual - Ariadna, uma bissexual - Diana, e um enigma chamado Rodrigão, que muitos afirmam estar dentro do armário! Está jogando contra o patrimônio, Bial? Quequeilson? Se é para colocar homens/héteros, não selecionem pessoas do grupo GLS, ora bolas! Teve um dia, em que o apresentador disse, nos seus devaneios prosopopeicos, que um dos emparedados estava tão vaidoso que parecia ter inventado o pinto! Sim, p-i-n-t-o! Ele falou com essas palavras. Na última terça, avariado que está da cabeça, chamou ao vivo e EM cores o gago de i-n-s-u-p-o-r-t-á-v-e-l! Mentiu? Não, mas, convenhamos... Por que então o selecionaram? E pior, por que a produção do programa não eliminou Diogo quando ele foi estúpido e grosseiro com a companheira de confinamento Paula Cristina (não menos insuportável)?

O Boninho está igual ao Sílvio Santos, quebra as regras na hora que bem entender. Voltou com o Mau-Mau, feio de doer! Pra quê? Para deixar Maria confusa e azedar o romance dela com o médico-popeye Uésley! A moça (sic), que aqui "fora" foi chamada de garota de programa pela colega trans Ariadna, está completamente desvairada querendo porque querendo Mau-Mau-bisso-papão de volta! Ô, Maria! Você é uma pessoa tão simpática! Eu até torço por você, pelo seu jeitinho non sense, de sonsa mesmo! Cara, se eu pudesse mandar um recado para ela, diria para largar esse jumento preconceituoso de nome Maurício e partir pro abraço com o doutorzão comedor de espinafre (pelo menos dentro da casa é o que se deve comer). Poxa, mulher não ganha BBB! As que ganharam até hoje é porque entraram no sorteio dos super-pobrinhos - Cida e Mara! As demais não foram eleitas pelo simples fato do brasileiro achar que não são merecedoras do prêmio, uma vez que as revistas femininas lhes darão o equivalente ao posarem nuas. Mas então coloquem só mulheres feias, poxa! É seleção pra Playboy? A Gisele perdeu pro Rafinha, roubado. Fato. A Íris deu o prêmio para o Alemão, na sua santa inocência, achando que o cara estava apaixonado por ela. Ele levou e deu-lhe um belo pé no traseiro. Grazy ficou em segundo, pois Jean, inteligente que foi, conseguiu alavancar a audiência do programa e se fazer campeão por méritos meio duvidosos, como provas que lhe favoreciam escancaradamente! Priscila quase chegou lá, mas quem levou foi Max, o careteiro. Não existe uma foto sequer deste sujeito na qual ele não apareça fazendo caras e bocas. Insuportável! Agora, espero que uma mulher ganhe. Mas não somente pelo fato de ser mulher, mas de ser guerreira, de saber jogar o jogo do Boninho e fazer o que o público espera que ela faça. Estou na torcida pela Maria, ela é engraçada, muito atirada, mas ela é quem é e não tem medo de mostrar! Também gosto da Diana, sua inteligência e estratégia. Porém, perde um pouco pela arrogância. No critério beleza, Diana é disparada a mais linda! Mas pelo andar da carrugaem bigbrodiana, tudo nos leva a crer que o chato do Rodrigão ganhará esta edição. Será? Tomara que não!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Eu Etiqueta

Atualíssimo!

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.



Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

Carlos Drummond de Andrade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cenas Inesquecíveis...

De filmes inesquecíveis!



   Cidade dos Anjos

Oi!


E lembre-se:

"“Saiba tirar vantagem dos inimigos. Você precisa aprender que não é pela lâmina que se segura a espada, mas pelo punho, para poder se defender. O sábio lucra mais com seus inimigos do que o tolo com seus amigos.”

Baltasar Gracián

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nos Deram Espelhos...

E vimos um mundo doente!..

Hoje eu fiquei por um tempo pensando sobre o que iria escrever no blog. Alguns temas me vieram à cabeça, mas, um em especial, mexeu comigo. Trabalho com adolescentes e também tenho dois filhos jovens. Fico observando como essa "galera" age para se manter aceita nos grupos sociais.

A educação dada por alguns pais influenciam bastante na maneira de agir dos garotos e das garotas desta geração. Alguns conseguem, todavia, criar seu próprio estilo. Ainda é forte a pressão que os meninos sofrem para demonstrarem sua masculinidade. Eles aprendem, desde muito cedo, que, para provarem ser machos, necessitam, em primeira instância, ser violentos. Violentos nas palavras, violentos nos gestos, violentos com os outros. É a demência hereditária!

Via de regra, aqueles que se desvencilham destas normas pré-estabelecidas e apreendidas através de mensagens subliminares, costumam sofrer preconceitos. O mais assustador é que, meninos e meninas foras do "padrões" são duramente critidados por seus pares - os próprios colegas-, por sua família, por seus vizinhos, por seu pai e por sua mãe. Estabelece-se, então, um conflito de ideias neste sujeito em construção, que chega a níveis estratosféricos, a ponto de uma criança necessitar de ajuda psicológica devido à incompreensão do seu modo vivendis.

Às meninas, foi determinado que devem gostar de Barbies, serem magras, terem cabelos chapados, usarem cor-de-rosa, brincarem de boneca, e etc., etc., etc. A maioria delas consegue seguir esta linha de conduta imposta pela sociedade. Ainda bem que estamos no ocidente e elas não precisam usar burcas! Ao menos nasceram num país em que as meninas não são deixadas no hospital por serem um desgosto para seus pais, como acontece na China. E, melhor ainda, não terem nascido em alguns países da África, onde seus clitóris são navalhados... Nada de prazer! As meninas brasileiras podem-se considerar garotas de sorte! Mas, advirto: se gostarem de futebol, usarem cabelo "joãozinho", em vez de rosa, roupa preta, piercings, tatoos... não serão vistas com bons olhos. Falo de cadeira, com propriedade de quem convive com  500 crianças em um turno escolar.

Já com os meninos, a pressão é bem maior. Garotos para serem machos, têm que ser "pegadores". Precisam falar alto e grosso. Palavrões são sempre muito bem-vindos. Bebida alcóolica é sinal de grande macheza, principalmente se beber até cair. Sair dirigindo o carro do pai, mesmo sem carteira, nossa! - que bravura! Aplausos. Mesmo que o pobre rapaz arrebente com o veículo no primeiro poste da esquina... Pelo menos, era macho. Gostar de futebol é condição sine qua non para ter o passaporte carimbado no roll da macheza imperialista e absolutista.

Ai do garoto que ousar ser diferente! Todos apontarão e dirão: é gay! "Como os pais não percebem isso, gente!?" . Pois é. Os garotos diferentes são taxados de gays. Nada contra os gays e nem é para eles este post. Mas só pelo fato de um menino não gostar de futebol, não escarrar e cuspir no chão, não bater no colega e não sair "comendo" todas as menininhas, "jogam" no outro time. Idem para as meninas não-barbies!

Enquanto a intolerância ao diferente (xenofobia) se mantiver apenas em níveis de discussões preconceituosas, ainda haverá uma chance de esclarecer que os tempos são outros e ser diferente é ser normal. Porém, se o nível de intolerância partir para a agressão e assassinato, como aconteceu recentemente em São Paulo, é hora de parar tudo! Até quando veremos nossos jovens serem espancados ou até mesmo mortos por não serem pasteurizados?

Como Mãe e como Educadora, gostaria de deixar esta reflexão para você, leitor. Pense na forma como está sendo conduzida a criação do seu filho, seu irmão, seu sobrinho, enfim, fique atento, pois um dia a nossa indiferença e omissão poderão nos trazer momentos de muita dor. É isso.

Por Christiane B.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Bee Gees- Tragedy

Tragedy

Para quem curtiu muito os anos 70 ao som desta maravilhosa banda australiana!



Here I lie in a lost and lonely part of town
Held in time
In a world of tears I slowly drown
Goin' home
I just can't make it all alone
I really should be holding you
Holding you, loving you loving you


Tragedy
When the feeling's gone and you can't go on
It's tragedy
When the morning cries and you don't know why
It's hard to bear
With no-one to love you you're goin' nowhere
Tragedy
When you lose control and you got no soul
It's tragedy
When the morning cries and you don't know why
It's hard to bear
With no-one beside you you're goin' nowhere.


Night and day there's a burning down inside of me
Burning love
With a yearning that won't let me be
Down I go and I just can't take it all alone
I really should be holding you
Holding you, Loving you loving you


Tragedy
When the feeling's gone and you can't go on
It's tragedy
When the morning cries and you don't know why
It's hard to bear
With no-one to love you you're goin' nowhere
Tragedy
When you lose control and you got no soul
It's tragedy
When the morning cries and you don't know why
It's hard to bear
With no-one beside you you're goin' nowhere

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vem Dançar

Definição de Tango:

Dança da carne, do desejo, dos corpos entrelaçados. É um diálogo novo, sedução feita em movimento. É um baile exibicionista, esteticamente belo, e ronda sem temores o universo lúdico.


Difinição de Antonio Banderas:

Várias. Excelente bailarino, um ator eficiente e bonito nas horas vagas. Ah, dança comigo, vai...



Trecho do filme "Vem Dançar"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu Quero Um Shrek



Depois que a princesa beijou o sapo e ele virou um príncipe, veio por terra a máxima de que a mulher foi a responsável pela queda do homem e, consequentemente, pela perda do paraíso, segundo as Sagradas Escrituras. Eva pode ter tido pouco juízo, mas através do conto de fadas, ficou comprovado que não é a mulher que torna o homem infeliz. Coisa nenhuma! Estou cansada de carregar esta culpa por toda a humanidade. Adão bem que sabia que o fruto era proibido, comeu porque quis! O toque feminino da princesa transformou o asqueroso batráquio em um galã de primeira grandeza! Por isso eu adoro aquele ditado: "Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher."

A partir desse conto de fadas, os estúdios Disney reinventaram  recentemente, o enredo desta história, fazendo no desenho "A princesa e o sapo", a bela moça se metamorfosear em sapa (ou seria em perereca? - ah, essa nossa língua portuguesa e seus gêneros...). Perdeu a graça! E o poder feminino, para onde foi? Coisa chata essa disneymania de tornar sonsas as mais belas princesas! Já viram a Cinderela? Mas onde já se viu uma criatura tão linda, herdeira oficial do rei, aceitar com total subserviência os desmandos daquela madrasta nojenta e suas filhas invejosas? Só mesmo Walt Disney, pois na versão original dos irmãos Grimm, a megera é obrigada a calçar sapatos de ferro em brasas, por ter sido tão má com a Gata Borralheira.  Por isso, Wilhelm e Jacob fazem parte do meu universo literário. Eles pegavam o 'espírito da coisa', e isso no século 19!

Mas a redenção do imaginário infantil veio com a Dream Works, que criou Shrek. O anti-herói mais cabra macho de todos os contos da carochinha! Aquilo sim, é um homem de verdade. Ele atua em sua história, ele  é o centro da trama... Shrek representa os homens da vida real, ao menos, alguns deles. Shrek sofre de eructações e flatulência, tem bafo de bode, a beleza de um orangotango e a sutileza de um rinoceronte. Apesar de todos esses adjetivos, no final ainda salva a princesa do dragão da maldade e casa com ela. Shrek desmoralizou os príncipes-plantas, aqueles figurantes que só aparecem no início e no final da história para selar o 'felizes para sempre' com um beijo de amor!

Shrek não beija a Fiona-Adormecida, ele a carrega nas costas, demonstrando o contorno de seu corpitchio à la barriguinha de chope. E não dá a mínima para os chiliques da madame! Fiona foi, nesta história, a princesa que virou sapa... Mas bem diferente daquela pequena rainha disneyliana. Fiona amou Shrek do jeitinho que ele era. E o príncipe? Ah, o príncipe... Bem, o engomadinho ganhou tons de arco-íris, além de se assumir metrossexual e com sérios desvios de conduta. Um psicopata moderno. Aliás, um Narciso redivivo. Tadinho, ficou só, sem palácio, cavalo branco e nenhuma bela princesa.

É por essas e outras que eu prefiro amar o meu Shrek: homem valente, ético, viril... Não é príncipe, mas também não é sapo. É o homem na medida exata. Com o tempo, a mulher vai descobrindo que todo príncipe é meio chato, meio assim... Narciso se olhando e se afogando no rio, que era o seu espelho! Homens que "se acham", mas não se garantem. E tenho dito!

Por Christiane B.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dizeres de Sabedoria


"Não estás deprimido, estás distraído. Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia. Golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios. Não estás deprimido, estás distraído. Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado.

Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e, graças à solidão, conheço-me... O que é fundamental para viver.

Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas... Alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.

Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.

E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração."

Facundo Cabral


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cadê o Acento?

Para refrescar a memória e fazer bonito neste ano letivo, seguem abaixo algumas regras que já estão valendo desde o início de 2009. Tome nota:

Palavras com vogais repetidas não são mais acentuadas. Exemplo:

voo - enjoo - creem - leem - veem - deem - etc.

Palavras paroxítonas com ditongos abertos também perderam o acento. Exemplo:

joia - assembleia - ideia - paranoica - jiboia - plateia - colmeia - mesosoica - claraboia - estoica - etc.

Palavras oxítonas terminadas em ditongo aberto continuam sendo acentuadas. Exemplo:

céu - pastéis - véu - méis - coronéis - anéis - véu - herói - dói - corrói - destrói - etc.

Nunca acentuamos palavras oxítonas terminadas em U(s) ou em I(s). Exemplo

angu - jacu- Paracatu - tatu - caju - saci - caqui - vi - nu - pus - alguns - venci - bebi - etc.

Acentuamos o U e o I quando forem hiatos tônicos, seguidos ou não de S.

baú - itaú - Carandaí - Tatuí - Havaí - açaí - Jaú - juízo - paraíso - balaústre, etc.

Recordando:

Oxítona: palavra com a última sílaba tônica. Pode ou não ser acentuada.

Paroxítona: palavra com a penúltima sílaba tôncia. Pode ou não ser acentuada

Proparoxítona: palavra com a antepenúltima sílaba tônica. Todas são acentuadas, sem exceção.

Monossílabos tônicos e átonos: possuem apenas uma sílaba. Alguns são acentuados, outros não.

Ditongo: econtro de duas vogais na mesma sílaba. Ex.: pão, história, caos, etc.

Hiato: encontro de duas vogais em sílabas diferentes. Ex.: coelho, ciúme - miolo - etc.

Dígrafos: encontro de duas letras para indicar um único som. Ex.: ninho (nh) - fillho (lh) pássaro (ss) - carro (rr)
piscina (sc) - excelente (xc), ontem (on), mente (en), etc.

Depois darei mais dicas. Por hoje é só...

Christiane