domingo, 19 de agosto de 2012

O Menino do Pijama Listrado


Asa Butterfield 2008
Jack Scanlon 2008




Com muitos anos de atraso, enfim, assisti ao filme O menino do pijama listrado. O holocausto é um tema recorrente no cinema, que já o narrou sob diversos ângulos e, toda história contada, é a premissa de uma narrativa comovente, como podemos ver em A lista de Schindler, O pianista, A vida é bela, O Leitor, Operação Walkiria, A ilha do medo e A Queda. Em O menino do pijama listrado, o longa-metragem adaptado do livro homônimo de John Boyne, o foco é sobre a amizade entre o filho de um general nazista e um garoto judeu preso em um campo de concentração. 

Jack Scanlon 2012
Ao sair de Berlim com sua família, Bruno se vê isolado na nova residência e acena a possibilidade de fazer amigos com as pessoas que trabalham na "fazenda", um campo de concentração sob os cuidados de seu pai. Sem saber dos horrores cometidos pelos nazistas, Bruno e Schumuel ultrapassam os limites da cerca de arame farpado e dão asas ao sonho da sincera e inocente amizade. A interpretação destes dois garotos é comovente! Aliás, em se tratando de crianças para contar a história de terror desenhada por Hitler e seus comparsas, O menino do pijama listrado é tão angelical quanto A vida é bela. Esse último, aliás, significa para mim um dos melhores contos sob a ótica infantil de qualquer tragédia ocorrida na história da humanidade. Evidentemente, o holocausto não pode ser negado como o maior genocídio de todos os tempos e as narrativas que o descrevem deveriam seguir uma linha de documentário. 

Asa Butterfield 2012
Porém, alguns autores resolveram amenizar as atrocidades da 2ª guerra contando seus horrores sob uma nova ótica. Bruno e Schmuel nos dão uma lição de valores e nos emocionam a cada cena. Mostram-nos que somos capazes de envenenar  uma criança, de rabiscar em tons mais sombrios aquilo que há de mais belo na tenra idade: a inocência.