sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

So This Is Christmas

Não. Não é um vídeo do John Lennon. É uma homenagem do É UÓ a todos os visitantes!



Christiane

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

J'Acuse

Dando uma pausa nas bonitinhas mensagens natalinas, estou abrindo um parênteses para publicar um texto que fala da trágica morte do professor Kássio Vinícius Castro Gomes, do Instituto Izabela Hendrix. Faço também para atender ao pedido de uma querida amiga.

Shirley, aí está uma 'obra prima' escrita por um advogado, doutor em Direito e professor universitário - Igor Pantuzza Wildmann.

J’ACUSE !!!
(Eu acuso!)

Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes

Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
(Émile Zola)

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)
(Émile Zola)

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeças–boas” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores.

Igor Pantuzza Wildmann

O texto é longo, portanto, esse trecho já é o suficiente para nos conscientizarmos da realiade das escolas, sejam elas públicas ou particulares!


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Merry Christmas Darling

A todos os visitantes, sejam declarados ou anônimos, meu sincero desejo de Boas Festas!

Christiane


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Filmes "Ahn?"

Nada pior do que, ao término de uma sessão de cinema, você se perguntar: ahn? Como assim? Mais ou menos como a vinheta do Pânico - Não intindi o que ele falô! Se neste recesso Natal/Ano Novo você quiser um cine pipoca com DVD, pense antes de locar:

A CAIXA: Mulher recebe uma caixa. Se ela apertar o botão que está no cubo ganha 1 milhão de dólares, mas alguma pessoa morrerá no mesmo instante. O tema é até interessante, à medida que tenta provocar no público conceitos de individualismo ou amor ao próximo. Portanto,  a história se perde, enfim, ahn?

A ORIGEM: Ovacionado pela crítica como o filme da década, confesso que fiquei entediada com sonhos dentro de sonhos dentro de sonhos, blablablá. Um grupo de pessoas conectadas por fios, sedadas, sonhando ao mesmo tempo para infiltrarem ideias nos inimigos durante os sonhos deles. Ideias que trarão benefícios aos arquitetos dos sonhos...Nossa, ahn?

A CASA DO LAGO: Uma película mais antiga e intrigante. Trata-se de universos paralelos, um casal que vive um romance em tempos distintos. Muito complicado, afe... Afe, não. Ahn?

P.S.: Se alguém tiver entendido o final de ADVOGADO DO DIABO, por favor, me explique! Agradeço.

Christiane


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Então é Natal

Todo fim de ano é a mesma coisa: *empanturramo*-nos de sacolas, vamos ao centro da cidade e ficamos presos nos engarrafamentos e ainda não conseguimos estacionamento. Aí partimos para um dos grandes shopping's e rodamos por muito tempo para achar uma vaga, permanecemos horas lá dentro, gastamos uma grana preta e no final, temos que pagar por termos deixado nosso carro lá.

Pegamos as cartinhas da campanha "Papai Noel dos Correios", ficamos horas para encontrar uma criança que só queira uma simples bola, sem exigência de marca, ou uma boneca que não seja Barbie Fashionista. Isso quando não pedem play station 2, 3, PSP ou o tal do X Box. Também alguns desejam um skate de última geração, carrinhos de controle remoto, bonés da Adidas e na Nike. É, tempos difíceis... Mais fácil na minha época, na qual minha mãe colocava o presentinho ao lado da cama e dizia que Papai Noel tinha deixado para mim. E eu acreditava, claro. Quem até pouco tempo acreditou em contos de fadas, não iria acreditar no bom velhinho?

Ah, e o pior de tudo: os benditos panetones. Desde que chegam às lojas em outubro, na minha casa consome-se em média, uns 8 por mês (outubro é o mês do desespero - enfeites de Natal anunciam a chegada do fim do ano, dois meses antes; a cada dois anos aturamos a propaganda eleitoral e ainda tem o início do suplício  horário de verão). Finados deveria ser em outubro. Se bem que no dia 31 é o dia das bruxas... Não falando? Eita mesinho custoso, o tal de outubro. Como não chegar no dia da ceia natalina já com uns quilinhos a mais? Tem amigo oculto? Chocolate de presente... E panetone também! Lembrem-se dos vasinhos de violeta, são mais bonitos e inofensivos. E dá-lhe nozes, castanhas, pernil, chester, peru, farofa, sobremesa, vinho, champanhe, cerveja... Tudo bem engordiet.

O problema de engordar nessa época é que, logo depois das festas, vêm as viagens. Indefectivelmente, mulheres usarão biquínis, poxa, é verão! Praia, clube, cachoeira, não tem jeito! E alguns homens, sem noção, usarão sungas apertadíssimas com aquele barrigão de chope caindo sobre o dito cujo. Socorro! Por isso eu já aprendi o velho ditado: você não engorda pelo que come entre o Natal e o Ano Novo e sim por aquilo que você come entre o Ano Novo e o Natal!

Sinceramente, se eu pudesse fechar os olhos no dia primeiro de outubro e só acordar no dia dois de janeiro, ficaria extremamente feliz! Mas, não tem jeito. Temos que aguentar o perrengue das festas de fim de ano. Há quem goste, quem vibre. Eu tenho aversão. O máximo que faço é colocar uma arvorezinha com alguns enfetezinhos e um pisca-pisca na varanda. E esse ano as luzinhas são de LED, segundo disse meu marido, Humberto. Tá bom, né. LED ou não LED, elas já queimaram. Querido, temos que providenciar outras, afinal, é Natal! "E o que você fez? O ano termina e nasce outra vez". Simone, por que não te calas? Deixe só para Lennon, por favor! Afe.




Christiane


P.S.: * O verbo é empanturrar, com N antes do T. Olha, há erros de digitação e erros ortográficos. Confesso, caríssimo professor Dario (sem acento fica um hiato, não é?), que o meu "empaturrar" faz parte da segunda opção. Portanto, obrigada pela correção. Ainda foi há tempo de fazer o outro post. Volte sempre! Christiane

domingo, 12 de dezembro de 2010

Melhores Momentos 2010

Contagem regressiva... 2011 vem aí!

De 2010 só quero guardar boas lembranças. Todo o resto será esquecido.

Amo quem me ama. Respeito quem me respeita.

No mais, é fé na vida e fé em Deus!

Obrigada a todos que durante esses meses fizeram o É UÓ um campeão de audiência.

Vocês me estimulam a escrever cada dia mais...





sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Filho



Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir


"Eu sou o caminho, a verdade e a vida".

João 14:1-14

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Laura


Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar...
De te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Pra você

Laura, querida da dindinha! Um dia você vai entender que o amor não tem fronteiras, não tem idade, gênero ou classe social. Amamos algumas pessoas que nem parentes são, também como às vezes não amamos os nossos parentes, como deveria ser.

Minha linda, eu amo você demais! Fofa, cheirosa, sapeca, dengosa!



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Matheus


Matheus Teotônio, filho querido! Eu precisaria de muito "trololó" para tecer todos os comentários sobre você, mas, ao invés disso, quero apenas dizer que você é um sonho de filho, o genro que toda sogra gostaria de ter! Fico muito feliz por você ter amigos como estes... E sei também que você é feliz com a família que tem. Que Deus o abençoe sempre! Te amamos, beijos!

Sua mãe, seu pai, Thales e Neo

domingo, 5 de dezembro de 2010

De Agora em Diante

Só mensagens fofinhas, levinhas e bonitinhas. Afinal, encerrar o ano de 2010 vai ser um marco histórico na minha vida (e na da minha família também)! Como diz a música: "Sofri, chorei, tanto que nem sei..."

Quero falar, até o Natal, somente de coisas boas, positivas. Vamos combinar que a imprensa, de modo geral, baixou o nível este ano, principalmente no período eleitoral. Quero reconquistar o prazer de escrever sem denunciar abusos, xenofobia, qualquer que seja o motivo do preconceito.

Quero sorrir. Convido a todos de coração puro e gestos nobres a compartilhar comigo uma nova etapa: "A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não."



Árvore de Natal feita de anjinhos. Produção dos meus alunos.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ai, Meus Sais...

Johnny Depp na 'Vaniy Fair': 'Todos os meus personagens são gays'

Ok, Johnny! Eu não tenho preconceito...




















Johnny Depp foi escolhido para ilustrar a capa da edição de janeiro da revista "Vanity Fair". Na entrevista concedida à roqueira Patti Smith, o astro de "Piratas do Caribe" fez uma revelação surpreendente. Perguntado se o Capitão Jack Sparrow seria realmente gay, o que foi negado pelo estúdo Disney na época do lançamento do filme, o ator disse: "Todos os meus personagens são gays".


Sobre o filme "The Tourist", que Depp protagoniza ao lado de Angelina Jolie , ele confessa que teve cuidados para evitar boatos de um possível romance durante as filmagens. A saída foi afastar ao máximo paparazzi. Ainda assim rumores disseram que a mulher do ator, Vanessa Paradis, sentiu ciúmes e não gostou das cenas de amor entre Depp e Jolie e chegou a pedir para cortá-las do longa.

Obs: Vanessa, então tranque ele eu um armário de aço.  A Jolie é bem espertinha...

Do site yahoo!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eu Vou

Começa hoje em Belo Horizonte a 21ª Feira Nacional de Artesanato, a maior da América Latina. Este ano o tema Latinidade encantará a todos com uma surpreendente diversidade cultural. Serão reunidas em um mesmo local, riquezas da arte popular latina, dentre elas, as tramas bolivianas, as fibras guatemaltecas e as tecelagens peruanas.

O evento será realizado no EXPOMINAS.
De 23 e 28 de novembro.


domingo, 21 de novembro de 2010

O Crack do Advogado...E o Advogado do Craque

Este post não é para o Doutor Advogado do caso Bruno. É para qualquer pessoa que tem algum tipo de vício, ou de desvio comportamental. Para tudo tem jeito, é só querer. Vamos lá...


Quem ainda não ouviu falar de Ercio Quaresma, o advogado trapalhão do ex-goleiro Bruno? Típico profissional de porta-de-cadeia, o representante do atleta flamenguista sempre se destacou por suas atitudes e declarações polêmicas. Disse que Eliza Samúdio está viva, disse que o delegado Edson Moreira tentou subornar seu cliente, pedindo 2 milhões de reais para favorecê-lo no processo do desaparecimento e morte da ex-amante do jogador, chamou uma das delegadas que acompanhavam o caso de Paquita, enfim... Um homem visivelmente desequilibrado. Uma figuraça!

Seu comportamento, pouco convencional para um profissional do porte que se exige em um caso desta magnitude, tem uma explicação surpreendente: o advogado é viciado em crack. Evidentemente, as manchetes em todos os portais da internet gerou uma série de comentários piadistas, com direito a vários trocadilhos, dignos de compilação para estudos posteriores. Não se pode afirmar, portanto, que o representante da Justiça usa crack porque é desequilibrado, ou que por ser desequilibrado, faz uso do crack. Triste mesmo é podermos constatar que a droga seja o combustível para o destempero deste senhor, que dorme até roncar durante o depoimento do seu pupilo.

O crack do advogado e o advogado do craque. Duas palavras, dois sentidos. Em Língua Portuguesa, chamamos isso de homônimos homófonos - mesma pronúncia, grafias diferentes. Quando este caso do craque Bruno veio à tona, desmantelando uma gangue que agia na calada das noites quentes de Esmeraldas, todos nós passamos a ver esta história como um dos piores contos de terror dos últimos tempos. Em uma nova linguagem de mídia - um big brother dos horrores. Mentiras, contradições, extorções, sequestro, morte, drogas.

O manual de etiqueta de um bom profissional deve estar pautado numa conduta reta e ilibada. Você não pode defender alguém, por mais culpa que esta pessoa tenha, se você não tiver um passado cristalino. Do contrário, sua tese de defesa cairá por terra. Uma vez eu li:

"Advogado: essencial à Justiça".

Bonito. Mais ou menos como dizer:

" Santo: essencial para o milagre."

Eu acredito em milagres. Sou devota de São Jorge e de Nossa Senhora das Graças. Mas eles são advogados ilibados! Nunca ouvi dizer que fizessem uso de drogas... Já o senhor Ercio Quaresma... Bom, não sou juíza e não estou aqui para julgá-lo. Ele deveria sair do caso (antes que a OAB possa afastá-lo) e se tratar. Mas tem gente que não larga o osso. Prefere ser depreciado em público, servir de chacota para a sociedade. Existem profissionais e profissionais. Em todas as áreas encontramos pessoas excelentes naquilo que fazem, como também temos a infelicidade de toparmos com verdadeiros canalhas, calhordas, pessoas da pior extirpe (leia post sobre a menina Joanna). Esses profissionais funcionam à base do dinheiro. O poder acima de tudo, acima da ética e do profissionalismo. Mercenários, não se dão ao dever de agir com uma conduta reta, digna do tempo e da grana que investiram em sua formação acadêmica. Gente que deveria fazer vestibular para bandido.

Na minha família há pessoas formadas em Direito. Tenho uma prima que está no STF! Concursada. Uma outra prima, Juliana, formou-se recentemente e minha irmã Bruna, daqui a 2 anos, terá a sua graduação concluída nesta área. Tenho certeza de que serão excelentes advogadas. O problema não está no curso, mas em alguns estudantes que insistem galgar os degraus do banditismo, utilizando-se dos diplomas que podem conseguir, através até de conceituadas faculdades. Não existe teste psicotécnico para angariar vestibulandos... Infelizmente!

Espero que o "doutor" Ercio Quaresma possa dar um rumo à sua vida, sumindo da mídia, dos noticiários e do caso do goleiro Bruno, o craque. Desejo que ele possa ter sua dignidade de volta, se ver livre da dependência química. Certa vez, ouvi alguém dizer: "livre-se do crack para depois livrar-se do vício." Frase de impacto, psicologismo barato! Deve constar em qualquer almanaque de psicologia de botequim.  Lembrando apenas que o vício não precisa ser necessariamente em drogas. Há tipos bem piores de vícios. Alguns, intratáveis! Sabe por quê? Porque é uma questão de escolha. Escolher ser do bem, fazer o bem e receber o bem.  Será mesmo que, livrando-se do "crack", pode-se livrar das más escolhas que você faz? Mostre o quanto você pode ser craque e saia desta vida miserável e triste. A fatura costuma vir alta demais para quem muito consome! Consome drogas, consome vidas!

Arrivederci!

Por Christiane B.

sábado, 20 de novembro de 2010

Conscientize-se



Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares


Mostra Especial
Comemoração do Dia da Consciência Negra


Exposição fotográfica faz releitura dos adornos das mulheres negras na Faculdade de Medicina da UFMG.




"Contas e Balangandãs – A África que Minas não vê…"


é o título da exposição que a Faculdade de Medicina da UFMG recebe entre os dias 4 e 16 de novembro, no saguão da Unidade.


Dias 21 e 22/11/2010 Foyer do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537. Centro) Realização: Companhia de Dança Baobá Apoio: Fundação Clóvis Salgado

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Voz Que Não Pode Calar

Alguns leitores podem estar pensando que agora meu blog virou um Ctrl C Ctrl V de blogs alheios. Eu fico pipocando pelos sites de notícias sérias, que me fazem pensar e repensar no meu modo de ver o mundo, de agir diante das diferenças. Estou procurando uma maneira de não parar de indignar-me com as injustiças. Não acho um desserviço postar reportagens de terceiros aqui. Está tudo com link de origem, portanto, não é plágio. Leia com atenção, saboreie com moderação.

Christiane

Do blog Conversa Afiada

Saiu no Agora (único jornal de São Paulo que presta), pág. A-6. Jovens espancam quatro em ataques na Avenida Paulista. Polícia apura homofobia em três ataques cometidos por cinco jovens de classe média.

Os “atacantes” moram com os pais em bairros de classe média e classe média alta e estudam em colégios particulares. Eles deram socos e usaram lâmpadas fluorescentes. Um dos “atacados” é homossexual. Uma das vítimas disse na delegacia que enquanto batiam, os jovens gritavam “bicha, você é v… está com o namorado ?”.

Os “atacados” vinham ou iam para o trabalho. O ataque foi às 3h da manhã de ontem.


Opinião do jornalista Paulo Henrique Amorim

Segundo o Agora (único jornal que presta em São Paulo), este é o terceiro caso de intolerância em São Paulo de outubro para cá. A intolerância vai por degraus. A ordem dos degraus não altera a intensidade da intolerância. Cabem nela os homossexuais, os pobres, os nordestinos, os que defendem o aborto, os judeus, os muçulmanos – os diferentes.

A melhor maneira de aprender a odiar o “diferente” é estudar em escolas em que só há “iguais”.É assim que terminam políticas para desconstruir a escola pública em benefício da escola particular: em intolerância, a fase inicial do racismo. A nova onda de intolerância começou no segundo turno desta eleição, quando o candidato José Serra e seus brucutus na internet trouxeram para a sala de jantar o vaso sanitário da patologia social brasileira.

Serra montou no dragão da maldade.
Não ganhou a eleição.
Mas vai tentar ganhar de novo.
Só tem um problema.
O dragão da maldade é ingovernável.
Pode derrubar o cavaleiro (de novo).

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/11/15/xenofobia-homofobia-ate-onde-vai-a-intolerancia/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Conversa Afiada

Na página de Paulo Henrique Amorim, há uma enquete que estou trazendo para este humilde blog. Achei muito interessante, como essas pessoas são criativas! Adorei.

Qual destas capas você gostaria de ver na Veja?




Eu Não Matei Joana D'Arc

Na Europa do século XV, a heroína francesa foi condenada à morte. Executada em praça pública, ateada à fogueira, foi queimada viva. Seus ideais de liberdade, sua luta contra a dominação inglesa, suas vestimentas masculinas somaram motivos aos perversos da época, que determinaram seu fim: aos 19 anos, calaram a boca de Joana D'Arc.

No Brasil do século XXI, outra personagem, desta vez fictícia, está prestes a ter o mesmo destino: Tia Nastácia, a negra. Heroína dos contos de Monteiro Lobato, corre o sério risco de ser limada. Desta vez os inimigos não são estrangeiros. São os patrulheiros étnicos. Figuraças do alto escalão do governo sugeriram a não distribuição da obra "Caçadas de Pedrinho", do maior escritor infantil em Língua Portuguesa. Motivo: Lobato tem cunho racista. Escreveu que Tia Nastácia trepa em uma árvore como uma macaca "de carvão".

Alguém explica para esses senhores da censura literária que o tempo da inquisição já acabou. Alguém avisa a esses pseudo-controladores da leitura alheia, que Monteiro Lobato foi o autor que mais fez crianças sonharem com o imaginário brasileiro, substituindo até mesmo as fadas e princesas dos Grimm, pela Cuca, Saci, Iara, Boneca Falante, Espiga de Milho Intelectual.  Pelo amor de Deus, alguém para essa locomotiva da falta de bom-senso que tenta fazer o politicamente correto soar como hipocrisia.

Pelo visto, não vamos mais poder cantar o boi-da-cara-preta, do cancioneiro popular de domínio público. Não podemos mais dizer que fulano é negro, agora o correto é dizer afro-descendente. Um aluno me perguntou: professora, se eu usar uma camisa escrita 100% branco vão me chamar de racista? Não soube o que responder. Orgulho de ser negro, orgulho de ser branco. Como assim? Nosso país é uma síntese de vários povos. Somos miscigenados. Não somos 100% de cor nenhuma. Além disso, como bons brasileiros, temos uma convivência pacífica com todas as cores que formam esta nação. 

Para que e por que agora estamos sendo segregados? Cotas raciais para corrigir os anos de desigualdade entre brancos e negros? Como assim? Cotas discriminatórias, quer dizer. Somos todos capazes, podemos não ter as mesmas condições econômicas. Mas esse assunto não é para agora...

Tia Nastácia, nós não deixaremos que a senhora queime na fogueira da ignorância de alguns. As crianças sabem que Monteiro Lobato não era racista. Inclusive, para quem não sabe, ele morreu pobre e deprimido, após ser preso pela patrulha ideológica da época. José Bento acreditava que havia petróleo no Brasil e foi severamente punido por isso.  

Mas nós, pessoas com discernimento, não queimaremos seus livros na fogueira, em praça pública. Monteiro Lobato não será a nossa Joana D'Arc.


Sugestão: há dois filmes que retratam como a queima de livros traz impacto a uma sociedade. Um deles cham-se Balzac e a costureirinha Chinesa.  O outro, O Nome da Rosa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

5 perguntas

Você é do tipo que repassa e-mails sem verificar a fonte e a veracidade dos fatos?

Você é do tipo que culpa o governo por todas as suas mazelas?

Você é do tipo que se acha melhor do que os outros?

Você é do tipo que dissemina ódio e discórdia quando alguém não pensa como você?

Você é do tipo que acredita em tudo que lê?

Se você respondeu que "sim" a pelo menos uma destas questões, está na hora de você rever seus conceitos. Sabe por quê? Porque está crescendo de forma desordenada a intolerância àquilo que lhe é diferente. A isso se dá o nome de xenofobia. Quer saber como algumas pessoas que usam redes sociais reagiram ao resultado das eleições? Acesse o link abaixo. Depois, se achar que deve, deixe um comentário.

Christiane


http://xenofobianao.tumblr.com/page/1

(ONG "Diga não à xenofobia")

domingo, 7 de novembro de 2010

Silêncio da Alma

Deus,

Quando eu estiver com medo, quando meus pensamentos me levarem ao desespero, cuida de mim. Não deixe que as mentiras prevaleçam sobre as verdades, não permita que as injustiças dos homens corrompam a minha fé. Faça-me acreditar na Sua Justiça, infalível e implacável. Ponha Suas mãos sobre mim e me proteja dos amigos e dos inimigos, sejam eles visíveis e invisíveis. Cuida, Deus, desta sua filha que humildemente reconhece que fraqueja, mas que não se dá por vencida. Enfim, meu Pai, estenda seu poder de cura a todos aqueles que se encontram doentes do corpo e da alma. Esse pedido faço para todos a quem estimo e para mim mesma, se achar que sou merecedora. Obrigada por mais este dia. Ainda posso conversar com o Senhor de tantas maneiras! Isso mostra o quanto Deus é bom!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mais Uma Vez


Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei

Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem

Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena
Acreditar nos sonhos que se tem
Ou que seus planos
Nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém

Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende...

Renato Russo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Por toda minha vida...

EU JURO QUE TE AMAREI

Até que um dia todos os pássaros se cessarem
de cantar: Eu Te Amarei


Até que um dia uma linda flor não mais
me encantar: Eu Te Amarei


Até que um dia a luz do sol não mais brilhar:
Eu Te Amarei


Até que um dia o azul do céu não mais
me encantar: Eu Te Amarei


Até que um dia a eternidade venha a nos
separar: Eu Juro, Te Amarei

Autor Desconhecido

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Motivo

Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa
Não sou alegre nem triste:
Sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento
Atrevesso noites e dias ao vento.
Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
Não sei, não sei
Não sei se fico ou se passo.
Sei que canto,
E a canção é tudo.
E um dia sei que estarei mudo:
- Mais nada.

 Cecília Meireles

domingo, 31 de outubro de 2010

Dia Histórico

31 de outubro de 2010 - data em que a maioria dos brasileiros decidiu eleger a primeira presidente desta nação! Dilma, a você desejo um caminhar iluminado, pois muitos serão os percalços, as mandingas, os desaforos, as ofensas pessoais, tudo que rege a vida de uma pessoa pública. Mas você tem o apoio da maioria. Sou orgulhosa por ter eleito uma mulher para presidir o meu país! Minas Gerais disse NÃO ao elitismo paulista!





No início você era uma desconhecida. Aos poucos, foi sendo inserida na mídia, sempre vista ao lado do presidente Lula. Começaram então a enxovalhada de mensagens eletrônicas difamando sua pessoa. Chamaram-na de terrorista, assaltante de banco, assassina de criancinhas. Colocaram fotos suas em e-mails como uma ex-presidiária. Nunca conheci os autores destas mensagens. Nem sequer a fonte. Nada. Boatarias. Todas essas atrocidades fizeram você perder no primeiro turno. Seus assessores erraram ao evitar seu confronto com José Serra nos debates televisivos. E jogaram os holofotes sobre a simpática e ambientalista Marina Silva. O PSDB entendeu que esse era o caminho para levar seu candidato ao segundo turno. E ele privilegiava Marina nos debates, ofuscando a sua participação, presidenta! Foi um tiro no pé. Chacoalhados com o recado dos eleitores indecisos, pois o voto na Marina foi um voto de protesto, sua campanha tomou outros rumos e você finalmente mostrou a que veio. Passou a rebater as mentiras que inventaram a seu respeito, cobrou imparcialidade de tempo nos debates, haja vista a bronca que deu em William Bonner por ter-lhe tirado alguns segundos da sua resposta. Tocou na ferida sobre as invencionices, o velho discurso do aborto, que já havia derrotado Lula em uma campanha, voltou com força total, tentando polemizar sobre um tema que é de foro íntimo. O presidente não manda na vontade e na decisão de uma mulher que queira tirar seu filho. Existe uma legislação? Sim. Mas com lei ou sem lei, ninguém, nem o Papa que entrou de gaiato na história, pode decidir por mulher alguma o que ela faz ou não do seu corpo. Acho, inclusive, apesar de ser católica, que Bento 16 deveria cuidar dos escândalos de sua Igreja, apurar e punir os casos de pedofilia de seus clérigos. Já foi o tempo em que política se misturava com religião.

Hoje, Dilma Rousseff, você levou esse pleito. Não vai ser fácil governar em um país que tem Veja, Rede Globo, Folha de São Paulo, Estadão, dentre outros setores midiáticos contra sua pessoa. Já li, inclusive, pessoas desejando que o câncer pelo qual você foi acometida, volte e te extermine. Não acredita? Só ler os comentários do portal terra. Está tudo lá... O mais triste, presidente Dilma, é que aqueles que são contrários à sua eleição, continuem a desrespeitá-la. Os dizeres maldosos ainda circulam, e agora com força total. Estão mordidos, não aceitam que pobre ande de avião, que tenha carro zero, casa própria, lazer, estudo. É muito difícil para alguns setores da classe média admitir que brasileiros oriundos da pobreza consigam ter êxito, fazer carreira, estudar seus filhos em escolas particulares, adquirirem imóveis, entupir os saguões dos aerportos. Para essas pessoas, a sua vitória é a derrota dos privilégios deles. Que bom, o país está mudando, os brasileiros não se deixam mais enganar por mentiras e balelas. Toda essa campanha difamatória não passou de trololó. Parabéns, presidente Dilma Rousseff. Este é o depoimento de uma eleitora feliz e confiante em dias melhores!

Christiane B.

Cine Pipoca

Ainda dá tempo.  Sugestões para o feriadão:

- Cartas para Julieta: Comédia romântica recheada de belas paisagens e muita delicadeza.

- P.S.: Eu Te Amo:  Cartas são o tema deste deste filme agradável e bonito de se ver.

- A Casa do Lago: seguindo a linha "correspondências", é mais um filme que vale a pena assistir. Um pouco complicadinho, mas interessante.


 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Joanna... Por quê?


Joanna Cardoso Marcenal Marins

Nascimento: 15/10/2004
Óbito: 13/08/2010
Local: Rio de Janeiro
Causas: Meningite e Maus-Tratos
Acusados: o pai, André Marins e a madrasta, Vanessa Maia
Atendida por um falso médico em um hospital de Nova Iguaçu
Mãe: Cristiane Cardoso Marcenal




Joanna, sei que agora você mora no céu, junto com Deus e com todos os anjinhos. Sei que você é um deles. Imagino sua carinha fofa e sapeca saltitando no paraíso das criancinhas. Perto de você deve estar também a Isabela Nardoni, o João Hélio, o Yves Ota, o João Roberto, tantos e tantos amiguinhos que, assim como você, nos deixaram cedo demais! Mas sabe, Joanna, acho que aqui não era o lugar de vocês. Sei que Deus quer pessoinhas maravilhosas perto Dele, por isso, de vez em quando, sobe um querubim para ficar protegendo quem ainda está por aqui.

Querida Joanjo, seus poucos anos de vida foram marcados por muitos momentos bons. Afinal, você tem uma mãe que te ama e que está lutando por justiça. Mas também, o destino pregou uma peça em você, criança! Quem diria, aos 5 anos de idade, ser tirada da companhia de sua mamãe para ir morar com papai André e sua madrasta Vanessa, que te deu duas irmãzinhas?!  Seu papai tem uma tia que é desembargadora, e foi assim que ele conseguiu tirar você da sua  mamãezinha. Mas papai fez uma coisa muito feia: ele não sabia que tinha um anjinho na casa dele. A cabeça do seu pai André não funciona direito, querida Jô. Acho que ele anda precisando de oração e de perdão. Sentimentos nobres, dignos de divindades... Um anjo conseguiria? Certamente que sim.

Aqui na terra, a gente ficou sabendo de uma história muito triste. Andaram contando que você, Joanna, ficou por vários dias amarrada pelos pés e pelas mãos, sentada dias e dias em cima de seu xixi e de seu cocô. Contaram também que você mal se alimentava, foi ficando fraquinha, com queimaduras no bumbum por falta de higiene local.  Mas anjinho, você estava presa, como poderia sair e pedir ajuda? Então, seu corpinho franzino começou a reagir e você teve convulsões. O papai André e a Vanessa pensaram que você estava com manha. Deixaram  que convulsionasse por três dias, até que.... Até levarem você para um hospital. O hospital é um lugar parecido com a floresta da Chapeuzinho Vermelho. Você nunca sabe quem pode encontrar pelo caminho. E infelizmente, querida, não era seu dia de sorte. Havia um Lobo Mau no meio do caminho...

O falso médico Alex Sandro da Cunha Silva, de 33 anos, mesmo vendo seu estado debilitado, liberou você. Sabe, Joanna, esse médico não cura o dodói das crianças e agora ele resolveu brincar de pique-esconde. Até hoje ninguém achou ele. A dra. Sarita, que contratou o Lobo Mau para trabalhar no Hospital Rio Mar, já está guardadinha dentro de uma casinha, esperando pelo seu coleguinha. Acredite, um dia, alguém vai achá-lo. Papai do Céu costuma ter um jeito diferente de nos ensinar as coisas, Ele fica brincando de charada o tempo todo. Sabe, os médicos bonzinhos descobriram muitas coisas sobre você. Aí eles foram contar para a polícia. A polícia investigou e prendeu seu papai. Ele está em um lugar chamado Bangu 8. Mas não se preocupe com ele. Preocupe-se com sua querida mãezinha, seu padrasto, seus irmãozinhos. Estão todos com muita saudade.

A sua babá abriu um livrinho e ficou lendo algumas historinhas para os adultos. Ela ajudou muito a sua mãe. Sua babá falou também da sua madrasta, a Vanessa. Mas também não se preocupe com ela, tudo vai ficar bem. O destino da Vanessa vai ser parecido com o da Ana Carolina Jatobá, uma moça meio brava que não gostava da enteada. A menina que Ana Jatobá não gostava é a Isabela Nardoni. Você deve conhecê-la, não? Anjinhos costumam andar juntinhos.... A Vanessa gosta de comprar brinquedos novos para a casinha dela. Quando seus avós fizeram uma festa de aniversário para você, ela quebrou uma cadeira nas costas do seu papai. Ele foi na delegacia e falou para o moço que fica lá, o que tinha acontecido. Depois, papai André comprou outra cadeirinha para a sua madrasta. O moço da delegacia resolveu também contar histórias. Ele andou dizendo que no livrinho dele tem 26 ocorrências contra papai André. Quanta gente resolveu falar agora, não é, Joanna?

Querida, acredite, tudo tem seu tempo e sua hora para acontecer. Fique em paz, seja uma anjinha feliz. Todos que acreditam na justiça de Deus e na jutiça dos Homens sabem que esta história não teve um final feliz, mas terá um final justo. 

Lágrimas No Paraíso

Você saberia meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Você seria a mesma
Se eu te visse no Paraíso?
Preciso ser forte
E aguentar firme
Porque sei que não pertenço
Aqui no Paraíso


Você seguraria minha mão
Se eu te visse no Paraíso?
Você me ajudaria a Levantar
Se eu te visse no Paraíso?
Encontrarei meu caminho
Pela noite e dia
Porque sei que não posso ficar
Aqui no Paraíso

O tempo pode te botar para baixo
O tempo pode fazê-lo curvar-se
O tempo pode partir seu coração
Fazê-lo implorar por favor
Implorar por favor

Atrás da porta
Há paz
Estou certo
E eu sei que não haverá mais
Lágrimas no Paraíso

Você saberia meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Você seria a mesma
Se eu te visse no Paraíso?

(Eric Clapton)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Violência Eleitoral

Há um modismo na praça. Artificial. Utilizado, porém, por segmento específico do mercado eleitoral. Quando pessoas da classe média consolidada - a velha classe média - se encontram, um tema surge na conversa. "Campanha violenta, não?" Estas pessoas não saem do interior de suas casas. Consomem, contudo, doses cavalares de emissões televisivas. Envolvem-se emocionalmente com acontecimentos isolados e de nenhuma significação.

São militantes verbais de um conflito que não existe. A atual campanha eleitoral desenvolve-se com normalidade surpreendente. Os candidatos se deslocam pelo imenso território nacional. São recebidos por seus correligionários, em número equivalente ao respectivo grau de simpatia. Nas ruas, militantes ou contratados exibem bandeiras de seus partidos e candidatos, uns próximos dos outros, entre sorrisos e sadias provocações.

Nada que indique violência. Agressão ou desrespeito. Na verdade, segmentos remanescentes dos velhos quadros conservadores - reacionários que levaram Vargas ao suicídio - utilizam-se da tática do terror verbal para anunciar anormalidades que não existem. É louvável e salutar o comportamento dos eleitores, em todas as oportunidades. Portam-se com dignidade e recato cívico exemplares. Não usam insígnias ou quaisquer indicativos de opção partidária.

Reservam-se para registrar suas opções pessoas na urna eletrônica. Quem viveu outras épocas e outras situações, conheceu violência contra a militância política. Nem sempre de natureza física, mas sempre presente a coação moral representada pelos órgãos de repressão de ditaduras. O temor das palavras proferidas e suas inevitáveis consequências: as perseguições de todas as espécies.

Agora, os candidatos expõem - se assim quiserem - o próprios pensamento ou de suas agremiações partidárias. Ninguém o repreende. Só o eleitorado poderá definir se recebeu bem a mensagem ou a rejeitou. A onda de histeria, presente em diminutos setores, aponta para uma regressão ao passado, particularmente para os anos cinquenta e sessenta, quando um ódio de minorias urbanas explodia contra políticos progressistas.

É ingênuo este posicionamento. A sociedade avançou e um eleitorado das dimensões do brasileiro se movimenta com rapidez e busca os candidatos correspondentes às suas necessidades e conquistas. Sentir medo do novo é próprio do conservadorismo. Nada se mantém estático. Tudo evolui e a sociedade não é diferente. Avança e agrega sempre novos contingentes capazes de pensar e agir livremente.

Nesta campanha, em vários momentos, retornou-se ao passado. Os chamados setores "bem pensantes" foram em busca dos argumentos mais heterodoxos. Nada abalou a tranquilidade do eleitorado. A paz esteve presente em todos os movimentos eleitorais. Tudo correu com exemplar regularidade por toda a parte. Onde, pois, o fundamento para infundados temores? A concepção de artifícios recorda outros tempos, quando cartas falsas derrubavam governos. Na atualidade, as instituições funcionam com normalidade absoluta. Os encarregados de preservar a soberania agem com respeitabilidade exemplar.

Só alguns, portanto, portadores de velhos hábitos golpistas, agora em desuso pleno, mostram-se amedrontados. Encontrarem violência onde apenas existem episódios próprios de campanhas extensas no tempo. Os candidatos estão esgotados e o eleitorado já massivamente decidido. Só resta aguardar o próximo domingo. Os agentes verbais de violências inexistentes devem - sem dureza - digitar o número de seu candidato. O erro de escolha, sim, indicará uma violência contra os próximos quatro anos. O resto é ficção.

Cláudio Lembo
Ex-governador de São Paulo

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Laura - 3 anos

A fofíssima Laura fez três aninhos no dia 20 de outubro. Como toda criança, ela ainda acredita em contos de fadas. Pediu de presente uma roupa da Branca de Neve. Teve uma festa digna de princesa. "Lábios como a rosa, cabelos como o ébano, pele branca como a neve....oi?" Ah, não! Laura me disse que sua cor não é branca, porque ela é cor-de-rosa. Tá bom, lindinha, você é quem manda. Eu te amo de qualquer jeito mesmo. Beijos da Tia/Dinda mais coruja deste planeta!







terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mais uma do Zé Simão!

Na reta final das eleições, não poderia deixar de "copiar e colar" a última postagem do colunista da Folha de São Paulo/Uol, o fanfarrão José Simão. Todos os créditos para o autor no link:

http://noticias.uol.com.br/monkeynews/ultimas-noticias/2010/10/18/buemba-a-fazenda-vai-lancar-tropa-de-celulite-2.jhtm

 Direto de Manaus: “Ladrões assaltam bilheteria durante exibição de Tropa de Elite 2”. Nem o capitão Nascimento estão respeitando mais?! Aliás, a Playboy vai fazer uma versão pornô do filme: “Trepa de Elite 2”; e a Fazenda 3 vai fazer “Tropa de Celulite 2”. Lá tem mais buraco que a BR!

O Simão não se conforma com a saída da Geisy: primeiro ela disse que precisava de um personal “trailer”. No jogo perguntaram: “Comida com c? Curral!” Dizem que ela pousou nua para a Sexy em Punta Del Este... no Paraguai! Rararará.

A dona Weslian também é incrível: ela disse que desconhecia o programa de governo dela e depois disse que o secretariado dela seria só de técnicos – deve ser técnico de televisão, de máquina de lavar...

Temos três manchetes bombásticas das Ereções 2010: “Madonna abandona Jesus para não interferir nas eleições brasileiras”; “Papa canoniza australiana; Serra entra no TSE”; “Dilma aprende dicção com Lula”.

Qual o outro assunto? Quem foi a estrela do fim de semana?



A Marina! Ela demorou 15 dias para ficar onde estava!! Lavou as mãos... com Natura Ekos Pitanga, rararará. A Marina amarelou. Se ao menos ela tivesse apoiado alguém ela teria ficado mais 15 dias na mídia...

E o debatédio? O momento mais emocionante foi quando a plateia bocejou. Nada de aborto, o PGN quer saber quem é a favor do arroto?
Temos duas imagens para mostrar a que nível chegou a eleição. Olha essa foto tirada na rua Vergueiro:


Que cagada que ele está fazendo!

E olha o santinho do Serra:




Ele é candidato a presidente ou a pastor? O PGN podia fazer um santinho assim “Mulher Melancia: a verdade e a justiça”.

As eleições de antigamente que eram boas: o FHC se declarava ateu e o Lula, corintiano. E só! Ninguém queria saber mais nada.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A Eleição do Golpe Baixo

Lamentável

Cláudio Lembo
De São Paulo



Conseguiram.Transformaram campanha eleitoral em guerra religiosa. Em plena cerimônia religiosa celebrante é desacatado. Políticos se enfurecem. Panfletos são distribuídos.Há tantos temas a serem abordados e, no entanto, assuntos de foro íntimo passaram a ser tratados como mensagens coletivas. As religiões informam a vida das pessoas.

Estas, a seu turno, por seu comportamento na sociedade, apontam para a excelência desta ou daquela confissão. Tratar as múltiplas crenças como inimigas entre si é criar conflitos indesejáveis.Os brasileiros sempre buscaram a paz entre os vários credos. É traço histórico que vem desde nossa primeira Constituição, a de 1824. Agora, marqueteiros desavisados ferem nossos valores políticos.

É imperdoável o que vem ocorrendo. Viola os mais profundos sentimentos nacionais amalgamados durante séculos. Todos os participantes do pleito eleitoral, neste segundo turno, deveriam tomar uma única postura.
Declarar, em conjunto, que respeitam todas as crenças e posições doutrinárias. Apontar que qualquer mensagem contra o respeito ao outro é deletéria e contra a nação. Há temas que devem ficar a salvo das emoções do cotidiano e, particularmente, dos debates eleitorais. Esses necessitam de ambiente de mútua compreensão do pensamento do outro. Falar de aborto com paixão verbal sem limites é violência contra todas as mulheres e pessoas razoavelmente conscientes. Fere a intimidade mais profunda das pessoas. O aborto é uma violência. Ninguém em sã consciência é partidário de sua prática. A vida, no entanto, sujeita as pessoas às mais estranhas circunstâncias e estas necessitam ser entendidas com razoabilidade. O presente debate saiu dos limites do razoável. Atingiu um fundamentalismo ingênuo, mas perverso. Todos os fundamentalismos são execráveis. Retiram a capacidade de pensar das pessoas.

Os liberais - os verdadeiros liberais - sabem que em todas as latitudes, onde foram excluídos os princípios iluministas, há uma violência física ou moral contra o livre pensamento. A atual campanha eleitoral - lamentavelmente - atingiu espaços fundamentalistas, como nunca ocorrera nos comícios eleitorais após a democratização. Os mecanismos democráticos não podem servir de caminho indesejável para dividir cidadãos. Ao contrário, a democracia, ensinando o respeito ao outro, exige compostura no seu exercício.

Os eleitores, certamente, saberão examinar todos os contornos destes últimos meses e, na hora de seu voto, afastará as más mensagens e as deformações das exposições de ambos os candidatos. O voto deve ser conferido a programas partidários e exposições temáticas dos respectivos candidatos. As mensagens extravagantes podem ser ouvidas, mas não levadas em consideração. Elas pertencem a outro campo, àquele do foro intimo de cada cidadão e este não deve ser violado pelos interesseiros de ocasião. A humanidade já sofre - e muito - por situações como a atual.

Voltar ao passado distante é esquecer as grandes lições - sobre a tolerância religiosa - expostas em tempos remotos por personalidades qualificadas do Ocidente. Envergonha a cultura brasileira quem age sem freios em campanhas eleitorais. Mostra desconhecer os princípios da democracia e, assim, não pode ser respeitado no certame eleitoral Faltam poucos dias para o segundo turno eleitoral. Espera-se um reequilíbrio salutar nos termos da presente campanha. É anseio da cidadania.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4739560-EI8421,00-Lamentavel.html

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ilha do Medo - Shutter Island

O feriadão já foi, mas não posso deixar de indicar alguns filmes aos quais tive oportunidade de assistir nos últimos dias. Indico, para quem gosta de suspense, "A Órfã" (advertência: contém cenas chocantes), "A Ilha do Medo" e "A Troca". Dos três citados, quero deixar um comentário sobre o segundo, pois me intrigou tanto que passei a "fita" três vezes. É o tipo de filme que você tem que ver de novo, pois tudo se explica na reprise. Para quem desejar locar o DVD, não leia o comentário, pois o final do filme será contado. Mas, se quiser apenas saber sobre o tema e o desenrolar da história, vá em frente.



SPOILER


No início da década de 50, no período pós-guerra, o então ex-combatente Teddy Daniels, vivido por Leonardo Di Caprio, encontra-se em um navio rumo a uma ilha, onde fica um hospital psiquiátrico montado para tratar os pacientes de maior periculosidade dos Estados Unidos. A cena do navio já dá dicas preciosas que poderão ser associadas no desenrolar da trama. O delegado federal demonstra fobia à água... Ele tem um companheiro de investigação, ao qual chama de Chuck.

Teddy e Chuck chegam a Shutter Island para investigarem o sumiço de uma paciente que, anos atrás afogara seus três filhos num lago, mas negava tal fato, por insanidade, e fazia de conta que a Ashville era sua casa, pacientes e médicos, seus vizinhos. O misterioso desaparecimento da assassina é o fio da meada para o grande mistério que envolve os personagens da Ilha do Medo. Rachel Solando aparentemente fugiu com a ajuda de algum habitante local. Teddy começa a investigar os outros pacientes e a levantar suspeitas de conspiração.

Seus métodos investigativos se confundem com sua história vivida no campo de concentração, onde participou da libertação dos judeus, e também por culpar-se de ter matado vários soldados nazistas. Esses recortes de flashbacks se confundem com a realidade do hospício e faz com que o espectador se pergunte o que é real e o que é loucura.

Seguindo esta linha conspiratória, com o roteiro recheado de pistas falsas, passamos a fazer parte de todo aquele aparato psiquiátrico, confundindo-nos com os próprios pacientes. Ao ser questionado pelo médico sobre quem o teria criado, Daniels responde: pelos lobos. Lobos, o animal interno que alimentava; lobotomia, método usado para pacificar os loucos, através de cirurgia cerebral. Dicas, fatos. A violência antes latente no delegado vivido por DiCaprio, começa a  ficar evidente e forte demais. A charada proposta por Rachel Solando: "a lei dos 4, quem é o 67º?", a tempestade, os devaneios e as alas psiquiátricas formam um labirinto na mente do perturbado Teddy. Na ala A, ficavam as mulheres, na B, os homens e na C os pacientes mais perigosos. A ala C era um forte construído durante a primeira guerra. Dá para imaginar o tipo de gente que ficava preso naquele lugar. Daniels tinha obsessão, especificamente, por um dos pacientes da ala C: Leaddies, o homem que "riscou o fósforo" e incendiou o prédio onde sua esposa morava. Leaddies estava preso na ilha e Teddy tentava achá-lo obstinadamente, para um acerto de contas.

O desfecho se dá no farol da ilha, a princípio tido como um lugar para tratamento de esgoto, mas que Teddy imaginava ser o local onde as cirurgias cerebrais eram realizadas. Ele invade o farol e encontra o médico sentado atrás da mesa e sem nenhum vestígio  de barbáries. Começa um confronto  de realidades, confundindo a quem assiste. O médico revela ao então paciente 67, Andrew Leaddies, que ele estava ali há dois anos por não suportar  a verdade nua e crua: matara sua mulher após descobrir que ela havia afogados seus três filhos.

Neste momento eu entrei em êxtase, pois, por mais que o filme desse pistas, jamais imaginaria que ele fosse o marido de Rachel Solando. Aliás, a lei dos 4 se explica aí: Edward Daniels - Andrew Laddies/ Rachel Solando - Chanal Dolores. Quatro nomes, dois verdadeiros e dois anagramas. Teddy achava que seu nome era Edward, mas na verdade ele misturou as letras e formou uma nova identidade, assim como fez com o nome de sua esposa. Nunca existiu Rachel Solando, a não ser na fantasia de Teddy/Andrew. Rachel era o nome da filhinha dele que morreu afogada. Ele sempre a via nos seus delírios como sendo uma criança judia que não conseguira salvar. Dolores era uma mulher depressiva. "Teddy" ignorava esses sintomas, pois se tornara um alcóolatra. Ao ver os filhos mortos e sua mulher implorando para que ele a libertasse daquela vida, não teve dúvidas - atirou em Dolores. A dor de Andrew com toda esta perda o levou à loucura.

Encaminhado para a ilha de Ashville, foi o paciente mais intratável, mais violento e desafiador. A direção de Shutter Island determinou que uma lobotomia fosse feita imediatamente, mas seu psiquiatra queria uma última tentativa - deixar Andrew Leaddies solto por dois dias vivenciando sua fantasia, apoiado por todos que lá moravam. Pacientes, assistentes e policiais, além dos médicos, armaram uma encenação para que Andrew pudesse voltar à realidade e se tornar uma pessoa tratável. Só que não estava dando certo e o dr. Collen precisou falar a verdade (?) e mostrar as fotos de seus filhos mortos. O choque fez com que Andrew recobrasse sua memória, o que sinalizava positivamente para a cura.

Mas... no dia seguinte, quando poderia voltar para o continente e ter um tratamento mais humano, Andrew surpreende ao dizer que precisava desmascarar a todos na ilha. Seu companheiro Chuck, na verdade seu psiquiatra assistente, sinalizou para os demais que "Teddy" havia voltado e não seria possível a viagem de volta. Andrew, então, indaga ao seu companheiro/médico: "É melhor viver como um monstro ou morrer como herói? Na sequência, sai caminhando em direção aos enfermeiros que já o aguardavam devidamente parementados para a lobotomia, sem esboçar nenhuma resistência. A câmera focaliza o farol, dando a entender que ele passaria pelo procedimento. E assim termina o filme.

Pois é, o que seria realidade e fantasia? Estaria Andrew acenando uma falsa regressão para ser lobotomizado e viver como um zumbi ou de fato ele não suportava a verdade e havia regredido? Fica a dúvida, sempre pertinente aos bons filmes de suspense. Se alguém que está lendo tiver visto, faça um comentário. Quem sabe possamos debater algumas ideias sobre o assunto?

Pontos a esclarecer: um delegado federal usaria uma gravata que mais parecia enfeite de palhaço? O que era o ferimento que ele trazia na testa: machucou-se durante a briga em que quase matou o paciente da ala C, ou uma tática do Scorcese, insinuando que naquele lugar ele sofreria uma intervenção cirúrgica - o lobo frontal? Os vômitos e náuseas não eram sintomas de enxaqueca, mas as crises de abstinência, uma vez que seus remédios estavam sendo suprimidos para o grande teste? A tempestade nunca existiu, a não ser de forma metafórica, indicando os clarões momentos de lucidez do paciente e não raios provenientes da chuva? A caverna em que ele dormiu significa o inconsciente humano? A foto de Hitler na casa do médico era para causar impacto e fazê-lo lembrar de seus traumas da guerra contra os nazistas? Fogo e água, dois elementos da natureza, se contrapõem o tempo todo. O fogo que matou Dolores não foi provocado por um incêncio, mas pela sua arma de "fogo". A chuva persistente na maior parte do filme fazia alusão à forma em que seus filhos morreram - morreram na água. A fobia sentida no navio foi proposital, um modo de remetê-lo ao seu passado sombrio. Teddy comentou com o soldado que seus homens estavam tensos (evidentemente, estavam diante do paciente mais perigoso da ilha); reconheceu o perímetro eletrificado (claro, ele morava na ilha), mas deu a enteder que se tratava do campo de concentração. Enfim, símbolos existem aos montes. Diálogos que passam desapercebidos: A loucura é contagiosa? (sim, a loucura de sua mulher o contagiou); você tem mecanismos de defesas magníficos! (sim, ele negava a realidade através da loucura); Quem criou você? - Os lobos! (Ah, a lobotomia, o monstro que vivia dentro dele); A violência é um presente de Deus, você é violento e eu te conheço há séculos (conversando com o xerife, ao subir o penhasco). Todos estavam a postos nos lugares em que Teddy provavelmente se encontrava. Só vemos isso depois, com calma. Na hora, a confusão do roteiro, te faz crer que você também é um louco daquela Ilha do Medo. 

Por Christiane B.