terça-feira, 5 de julho de 2011

A Infinita Crueldade Humana

Sabe, Christian, você para mim é um anjo. Eu preciso acreditar nisso. Não posso perder a minha fé ao imaginar as torturas pelas quais você passou. Vivia preso em uma jaula, como bicho. Era espancado pelo seu pai e por sua má-drasta (como a da menina Joana e a da Isabela Nardoni) e ainda sofria abusos. Segundo investigações da polícia de Indiana, nos Estados Unidos, até sua mãe e seu padrasto judiaram de você.

Por mais que eu tente, não consigo escrever esta mensagem como se fosse mais uma trágica notícia deste cotidiano selvagem. Preciso crer que, ao passar este acontecimento para meu 'espaço', estarei fazendo mais do que um serviço de informação. Para mim, é como se estas palavras pudessem chegar até você, Christian. Tenho um filho quase da sua idade, se você ainda estivesse entre nós. Ao ler sua história nas manchetes dos portais da internet, chorei. Imaginei a sua dor, queria poder acreditar que tudo era mentira. Não, como pode ser? Por quê? Porque ninguém interveio a seu favor, garoto? 

Apenas um menino... Um menino que escrevia cartas. Cartas que foram parar na promotoria. Mas, do que adianta agora? Você já se foi.. Pobre, Christian. Ficou "sumido" por dois anos! Somente agora encontraram o que restou de você enterrado na jaula onde morreu. Ninguém sentiu sua falta? Nenhum familiar, vizinho, sua mãe? Mãe? Ah, palavra ingrata!!! Como pode ser chamada de mãe um ser que entrega seu próprio filho para a morte? Meu Deus! Não quero perder minhas forças e nem minha fé. Mundo de provação. Mundo de horror. 

Christian, agora você é livre!