sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Os Astros


Chega ao fim nesta sexta-feira o remake da novela O Astro, de 1978. Sucesso da saudosa Janete Clair, a teledramaturgia de 2011 contou com uma livre adaptação e trouxe várias surpresas. Para a versão atual, os autores carregaram na tinta no que diz respeito à violência e ao sexo. Cenas de nudez permearam os primeiros capítulos, que foram ao ar no mês de julho; assassinatos, corrupção, homossexualidade e magia das mais curiosas (como Herculano ser transformar em ave) também estiveram presentes nestes noventa capítulos. Mas, de tudo vai ficar uma coisa: a química perfeita do casal protagonista Herculano, vivido por Rodrigo Lombardi, e Amanda, de Carolina Ferraz.

Os dois formaram um lindo par e demonstraram estar afinados no texto e no contexto da história de amor vivida por ambos. Aliás, Lombardi vem se firmando cada vez mais como o mais cotado galã global. Já Carolina vem reafirmar sua fama de diva. Sim, uma diva de 43 anos. Quanto mais velha mais linda! Lembro-me de quando fez Pantanal na década de 90. Tão tímida na pele da Irma que nem parece esse furacão chamado Amanda! Quando fez Milena na novela "Por Amor" ela já mostrava sua sensualidade e capacidade de ser uma atriz intensa, ao contracenar com Eduardo Moscovis. Depois, ficou famosa com sua frase - "Eu sou rica"- imortalizada pelos vídeos no youtube e por comunidades no Orkut. Nessa ocasião ela fazia a Norma, em 1998, em "Beleza Pura". 

Com fama de antipática, Carolina não é muito bem vista pela mídia, apesar de sua beleza ser unânime. Antipatia à parte, ela até pode, pois tem talento e sabe fazer papéis diferentes, ao contrário das chatérrimas Luana Piovani e Carol Dieckmann. Essas duas blondies, apesar de lindas, ficam se alfinetando no twitter como se excelentes atrizes fossem. Sempre representam a si mesmas, chatas de doer!

O Astro vai embora e também vai deixar saudade. Ótimas participações, como a de Marco Ricca no seu impecável Samir Hayala; Humberto Martins (Neco), Aline Moraes (Lili), Thiago Fragoso (Márcio) sem falar dos protagonistas! Só não vou sentir falta da Clô, de Regina Duarte. À la Amy Whinehouse, ela exagerou. Exagerou na interpretação, no cabelo, no botox. Mas miss Duarte pode. Tem credencial suficiente para não acertar em todas. O mais curioso, na minha opinião, foi a falta de foco (proposital) da célebre pergunta "Quem matou Salomão Hayala?"  Na década de 70, Janete Clair prendeu os espectadores até o fim com este mistério. Mas na versão atual, o assassinato do magnata não teve a repercussão da anterior. Até mesmo já 'mataram' o assassino a primeira história, que era o Filipe. Vamos ver o que nos reservam os atuais autores...

Resta esperar para assistir ao desfecho do último capítulo. Herculano e Amanda felizes para sempre? E... Afinal: quem matou Salomão Hayala?



Dina Sfat (morta em 1988) e Francisco Cuoco - 

Amanda e Herculano Quintanilha