domingo, 2 de outubro de 2011

Valeu a Pena, ê, ê!!!




Eu ainda não consegui expressar com a precisão exata das palavras o modo como me senti ao deixar grandes pessoas para seguir um outro caminho. O convívio diário, ao longo de quase quatorze anos, fez de nós uma família. E família, mesmo que às vezes seja difícil o relacionamento, é o pilar do nosso crescimento individual, é o sustentáculo da nossa formação de caráter e de civilidade. 

No dia 12 de fevereiro de 1998, cheguei transferida para ficar no Luigi Toniolo. Foram três insistentes anos de pedidos de transferência. Enfim, conseguida a troca, finquei raízes nesta que seria, por mais de uma década, a minha casa profissional. Nela fiz escola. Aprendi a lidar com as dificuldades que o magistério nos impõem, com os desafios de lidar com os vários segmentos da comunidade, pude exercer efetivamente a minha docência e ainda ficar por quatro anos na coordenação pedagógica. 

E eis que a vida nos oferece escolhas. Eu e minha família saímos de perto do Luigi e viemos para outro bairro. Ficou difícil o deslocamento diário neste trânsito abarrotado de veículos seja em qualquer horário. Cansativo para mim e para o Humberto, que por muitas vezes, tinha que me levar e me buscar. E ele também participou efetivamente do meu trabalho nesta instituição tão séria e respeitada. Conheceu minhas colegas e meus alunos. Foi simpático com todos, aliás, como sempre é. E a troca de carinho e admiração foi recíproca. 

Já sem esperar que a transferência para perto da minha casa fosse sair ainda este ano, eis que recebo, no dia 6 de setembro, um telefonema da secretaria municipal de educação. Na hora gelei, meu coração disparou. Eu tinha poucos minutos para decidir se queria ou não a vaga no bairro onde moro. Disse sim. Comuniquei primeiro à direção e depois aos meus alunos. Foi o caos. E, como o dia 12 é o meu dia de sorte, foi no dia 12 de setembro, menos de uma semana depois, já estava eu em outra escola. 

Tempo para despedidas, não tive. O bom de tudo é que fui muito bem recebida na nova "casa". Saí do 6º ano e caí de para-quedas no 2º ano. Meus novos alunos têm excesso de bochechas e falta de dentes. Que fofos! Estou a cinco minutos do meu "ninho", é incrivelmente perto. Estranho chegar mais cedo, eu ainda não sei o que fazer com o tempo que ganhei na mudança. Daqui até me aposentar faltam apenas 9, quase 8 anos.  Se tudo der certo, poderei ficar no M. Drumond até lá... 

Amigas, colegas, parceiras: eu não tenho como agradecer o carinho, os presentes, a consideração de todas vocês neste momento de despedida. Um beijo enorme para cada uma de vocês. Estaremos sempre juntas, nem que seja unidas pelo coração. Muuuuuito obrigada! Mesmo.



Sou pescador de ilusões!