segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Capitu

Vou postar antes do tempo previsto. Assisti novamente ao DVD da minissérie Capitu e, mais uma vez, não pude deixar de me emocionar com a história de amor entre Bento Santiago e Capitolina. No meu antigo blog eu fiz um post sobre o assunto e vou reeditá-lo para aqui deixar registrado a minha admiração pelo texto de Machado de Assis. Quais as razões do amor? Fica aí uma dúvida...




Quem não se emocionou com Bentinho e seu ciúme doentio, sua paixão e sua loucura por Capitu? Confesso que me emocionei e muito. Maravilhosa a atuação de Michel Melamed, o palhaço louco que narra as aventuras dessas duas criaturas clássicas de nossa literatura. Prefiro não deixar me influenciar pelas críticas que insistem em descaracterizar um trabalho tão bonito realizado pelo crivo de Luiz Fernando Carvalho. Parece que tudo aquilo que foge ao convencional é tido como bizarro.

Vou ficar com a emoção da história narrada por este excepcional Dom Casmurro, meio Visconde de Sabugosa em sua veste e envergadura. Guardarei as cenas em minha memória lembrando-me sempre de associar Capitu à imagem da belíssima e talentosa Maria Fernanda Cândido, sem me esquecer portanto, do desconhecido rosto de Letícia Persilles, que interpretou a personagem-título na adolescência.



Estará guardada a face tresloucada de Michel Melamed, o Bento Santiago mais doce de que já se teve notícia. A música tema dos personagens - Elephant Gun -  não poderia ser mais linda e propícia para embalar esta história maravilhosa que a todos nos encanta e deixa a certeza de que, tendo havido ou não traição, não importa. O amor de Bentinho e Capitu é o melhor de tudo.

Claro que ver Dom Casmurro na telinha me causou grande comoção. Li no blog do ator uma frase interessante de uma fã: " Bento Santiago, obrigada por me apresentar Michel Melamed." E foi isso mesmo, uma deliciosa surpresa termos sido apresentados a esta sublime figura que conseguiu emocionar a todos que gostam de literatura e que acompanharam os cinco capítulos desta série que, a meu ver, já faz parte da antologia televisiva das super-grandes-produções.

Texto escrito em 31 de dezembro de 2008. Christiane Bianchi