domingo, 12 de maio de 2013

Dia das Mães

Meus filhos e Minha mãe

Mãe... Palavra bonita, inspiradora, sublime. Eu não saberia dizer o que é ser mãe. Porém, é com muita convicção que posso dizer o que é ser filha. Pelo privilégio concedido por Deus, eu tive duas mães. Uma que me gerou e outra que me criou. Na verdade, ambas me criaram. Sempre fui uma boa filha, não era dada a rebeldias, muito comportada e obediente. Sou o que sou hoje porque herdei dessas duas mulheres maravilhosas - mãe e avó - as virtudes necessárias para me tornar filha, esposa e mãe. Na medida do possível, tento não sair dos trilhos, e busco levar comigo os ensinamentos de como ser uma pessoa melhor, dentro do estatuto familiar pelo qual fui guiada até a minha adolescência, quando deixei o lar original para formar uma outra família. 

 Há cinco meses, Deus levou minha avó. Eu sou a neta mais velha do lado paterno. Nasci quando meus pais eram bastante jovens e quis o destino que meus avós os acolhessem, para que eu tivesse dois pais e duas mães. Os 42 anos que convivi com ela só reforçaram os laços de uma aprendizagem de vida, que tempestade nenhuma irá desatar. Para sempre avó, mãe, sinônimo de carinho, afeto, coragem, caráter, força e fé. Minha vozinha, minha mãezinha Nina. Vó Nina. Era como eu a chamava, pois muito pequena ainda, tomada em seus braços, não conseguia falar vó Izolina. E ficou Nina, para mim e para tantas outras pessoas que assim a chamavam. Está no Céu, minha querida, amada, admirada, lindinha vovó Zola! Nunca nem nada nem ninguém, conseguirá fazer com que eu perca seus ensinamentos, principalmente os valores de família, de justiça e de amor incondicional para com aqueles que nos prezam. Essa é a maior das heranças que ela deixou para quem a amava. Doce lembrança que trago no peito...

Vó Nina  voltando de sua última viagem em Aparecida. Seu sonho era ter conhecido Trindade.

Mãe, por quantos caminhos sinuosos nós passamos juntas? Não saberia enumerar. O amor que uma mãe tem pela sua filha é algo desmedido, imensurável, infinito. Por isso eu me sinto privilegiada por ter tido uma mãe-avó e poder conviver com minha mãezinha linda! Há quem diga que somos fisicamente parecidas, não sei. A única certeza que tenho é que sua herança, mais do que aparência, é o exemplo de uma mulher com uma fibra que até hoje vi em poucas. Um pilar inabalável para suas três filhas. Uma nora de adjetivos infindos. Morou com minha avó por toda a vida, cuidou dela em seus últimos momentos, e hoje, depois desta tristeza de a termos perdido, mas com esperança de um dia nos reencontrarmos, minha mãe continua com o legado deixado por ela - o cuidado com a família. E dessa forma, mãezinha cuida do meu avô com o carinho pelo qual toda filha deve ter com seus pais. Minha mãe foi uma filha para meus avós... Meus avós foram os pais que minha mãe não teve a chance de conviver, uma vez que eles partiram cedo, quando ela era muito jovem. Mães... Filhos! Amor que se mede? Não! E nem se repete!

Minha mãe, Maria das Graças

Meus filhos... Somente eles poderiam dizer como é a mãe Christiane. Eu sempre fui precoce e, na maternidade, não poderia ser diferente. Nasceram quando eu ainda tinha vinte e poucos anos. São meus companheiros, meus "meninos".  Matheus está com 21 e Thales com 16. Tão meus e, daqui a pouco, tão do mundo. Meus filhos, motivos de alegria e de preocupação. Eu peço a Deus que possa guiá-los para o caminho do bem, que possa conduzi-los aos mais íntegros sentimentos para com a vida e para com as pessoas que, inevitavelmente, eles ainda terão de encontrar. 

Que a Mãe de Jesus se compadeça de todas as mães, que seu exemplo de resignação e fé toque os nossos corações. E saibamos ser misericordiosas, piedosas e acima de tudo, amorosas com nossos filhos, pois nenhuma mãe passou pelo que Ela passou com o seu Filho. Que Nossa Senhora nos guie, nos proteja e nos guarde neste dia tão especial, que também é dela, e nos tantos outros que ainda virão. Amém.