terça-feira, 20 de outubro de 2015

Divagações Sobre o Nada


Qual é a maior crise que estamos vivendo? Podemos enumerar várias: a crise ética, a crise financeira, a crise política, a crise social. Mas, em dias de grandes turbulências, eu fico aqui pensando que a maior das crises é aquela que travamos conosco! Já não sabemos como agir corretamente. Baseados em quais parâmetros podemos deixar de ser nós mesmos para agradar o outro? Uma crise existencial de proporções astronômicas. Certo e errado. Bom e mau. Rico e pobre. Preto e branco. Pois bem... Estamos à mercê das polaridades. Não existe mais o caminho do meio, a terceira alternativa. As relações estão desgastadas. Eu me sinto desgastada de ver tanta gente à minha volta dilapidando a paz dos outros. Dilapidando a minha paz! Como não somos indivíduos isolados no mundo, uma vez que vivemos em sociedade e precisamos permutar o tempo todo com outros indivíduos, cai-nos, por ora, um peso sobrenatural sobre os ombros! E seguimos arrastando correntes, com tudo aquilo que trava nossos passos, que podam nossas asas. E seguimos envelhecendo, caducando das nossas ideias, abandonando nossos projetos em prol de um bem maior - um bem que envolve pessoas que amamos. A vida é isso, amigo: toda escolha pressupõe uma renúncia. Sigamos, pois.