domingo, 3 de fevereiro de 2013

Inutilidades


A vida está cheia de coisas inúteis. Um blog é uma coisa inútil. Para que ele serve a não ser para expor a pessoa que o escreve? Algumas buscas no Google poderão levar o internauta a encontrar algumas opiniões sobre cinema, cultura, variedades e só. Além disso, um blog como o meu é mais uma fonte de especulação aliada ao desejo de ser especulada. Claro, ninguém em são consciência sai publicando relatos pessoais, fotos, vídeos... Somente alguém insano faz isso. Por isso eu acho uma inutilidade escrever no blog. Primeiro, porque ele não me faz gerar renda, não ganho pelo que escrevo, não sou lida por olheiros de jornais ou revistas, tenho poucos seguidores e alguns fiéis visitantes. Talvez, eu ainda o mantenho ativo pelo simples prazer de escrever. Escrevo em blogs desde 2006. Um hábito que cultivei com o advento dos diários virtuais. O facebook engoliu os blogs. O facebook, aliás, faz de cada usuário um blogueiro, utilizando um espaço compacto e compartilhado com quem se quer. As redes sociais também são inúteis. Elas nos fazem perder muito tempo diante do computador, somos navegantes com horas extras em voyeurismo. Mas somos viciados nelas. Narcóticos cibernéticos. E ritualizamos nossa navegação - começamos cedo, tão logo nos levantamos. Vamos àquela página preferida, primeiramente. Depois, damos sequência às visitas em outras páginas, vemos os perfis das mesmas pessoas, curtimos, comentamos, compartilhamos e... Perdemos tempo! Inútil! Que tal sair, passear na praça, tomar sorvete, encontrar a vizinhança, colocar o papo em dia, ir ao supermercado, ao shopping, ao clube, à igreja, ao bar, ao mar?! Ou, simplesmente ler um livro, assistir TV, dormir?! Há uma infinidade de atividades bem mais agradáveis de se fazer do que perder tempo com as futilidades deste vasto universo online. Universo, aliás, que é virtual e, assim o sendo, como já diz o próprio nome... Nada é concreto. Frutos da nossa imaginação. Inutilidades.