quinta-feira, 20 de março de 2014

Meu Filho Thales


Era a primeira manhã de outono. Chovia. Calmamente, eu aguardava pela chegada do meu bebê. O segundo filho nos traz mais tranquilidade. O obstetra calculara que ele chegaria por volta do dia 30 de março. Fiquei feliz, pois havia planejado que viesse sob o signo de áries e torcia para que esperasse até abril, o mês do meu aniversário. Mas a gravidez aconteceu antes e a vontade dele nascer também. Contrariando a minha cronologia,  por volta das 11h30, a bolsa estourou quando estava no banho. Primeira coisa que veio à minha cabeça: ligar para o médico. Segunda: ah, não! Vai ser de peixes! O último dia para aqueles que nascem no signo de peixes. Ele, então, seria do mesmo signo do pai. A gente faz cálculos, planeja, só que existe Alguém Maior que rege esse universo e Ele quis que assim fosse. No tempo Dele, não no meu. 

De malas a postos, seguimos para o hospital Mater Dei, eu e Humberto. Fui internada e passei por todo aquele procedimento de quem vai ter um parto normal. Com o primeiro havia sido assim, já sabia o que me esperava. Dr. Romeu chegou e logo me colocou no soro, aquele bendito soro que acelera as contrações. Isso por volta de 2 da tarde e já não chovia. Fazia sol e estava muito abafado. Aguardávamos pela chegada da pediatra, a Dra. Vânia. Quase não deu tempo de esperá-la, porque foi tudo muito rápido. Às 16 horas e 10 minutos, nascia naquele 20 de março de 1997, primeiro dia do outono, último dia do signo de peixes, o meu pequeno Thales. 

Ah, como era fofo! Parecia uma bolinha. Gordinho e bochechudo. Chorava horrores! Logo o trouxeram para que eu o amamentasse. Tinha o cabelo pretinho e era muito vermelhinho. Sinal de que se tornaria um menino de pele bem clara. Era um pacotinho. O nome já estava escolhido mesmo antes dele pensar em nascer. Isso aconteceu também com o Matheus. Agora eu tinha duas crianças para cuidar. Embora o mais velho já estivesse com cinco anos, era ainda um menino que chupava bico e tomava leite na mamadeira. Quando o irmãozinho chegou em casa, ele largou esses hábitos, já se sentindo um rapaz! 

O segundo filho a gente cria mais ligth, tem bagagem de sobra, experiências que não repetimos. Thales cresceu tão rápido, quando assustamos já tinha seis anos, doze, quinze e hoje completa 17. Meu filho magrelo, comprido, cabeludo e branquinho. Não se parece comigo nem com o pai, puxou à minha mãe, à família italiana dela. Inteligente, educado, discreto. Sempre foi assim, nunca se envolveu em confusão. Tem muitos amigos. Querido pelos professores, estudioso, nesse ano fará o Enem. Ainda não decidiu o curso, mas sei bem que irá ser um sucesso qualquer escolha que ele fizer. 

No seus perfis do facebook (é, ele tem dois: um oficial e um oficioso), deixei mensagens parecidas. Uma delas, vou postar aqui:

"Mãe lê pensamentos, tem premonições, sonhos estranhos. Mãe é arquivo! Mãe exagera, exaure, extrapola... Transborda, inunda, transcende!" 

Há quem diga que mãe é chata (e que não deve postar no mural dos filhos)... Mas, mesmo diante desta fama injusta - "mães são messiânicas"! Por isso venho aqui: para te desejar tudo de bom e de melhor! Esteja sempre atento aos acontecimentos e às pessoas. Principalmente àquelas que pela frente te abraçam e pelas costas soltam venenos contra ti! Deus te proteja. Parabéns, te amo, Thales!

Ao que ele respondeu:

"Obrigado, mãe. Também te amo minha linda S2


Do mesmo jeitinho contido, discreto. Mas amoroso e gentil. Por isso é que amor de mãe é o bem mais valioso do mundo. Ah, e de pai, claro. Afinal, ele não tem somente um pai, ele tem um amigo, companheiro, admirador e protetor. Um paizão! Um beijo especial para o nosso filho!