segunda-feira, 25 de março de 2013

Elton John

Nós Fomos


Pela primeira vez em mais de duas décadas de casados, eu e Humberto não precisamos sair de Belo Horizonte para assistir a um show internacional. Em 2012, estivemos em São Paulo para a apresentação do ex-Pink Floyd Roger Watters, no mega-show "The Wall". Nem é preciso descrever a magnitude do evento, a estrutura com a qual os paulistanos estão acostumados para montar um espetáculo como esse. Aqui em BH, no Mineirão, transcorreu tudo na mais perfeita ordem, em um estádio de futebol recém reformado para a Copa de 2014. 

Era dia 9 de março. Não houve tumulto, havia muitos seguranças, transportes de emergência, banheiros utilizáveis. Pecou apenas pelo trânsito caótico, pelo preço do estacionamento - 50,00 - e pelo valor das bebidas e alimentos nas alturas. Fora isso, a galera toda muito comportada. O artista é uma lenda. Ouvi crescendo as canções de Elton John. Lembro-me bastante de Skyline PigeonRocket ManCrocodille Rock dentre tantos e inumeráveis sucessos do ídolo pop inglês. 

O público foi arrebatado tão logo aconteceu sua entrada triunfal, britanicamente, às 22 horas. Elton John estava paramentado como nos anos 70: roupas brilhantes, coloridas, óculos azuis. O telão era medíocre para as dimensões do estádio, mas, para quem ficou na arquibancada, como eu e Beto, estava de bom tamanho. Closes em suas mãos, demonstravam o quanto são pequenas para tocar aquele piano enorme e com aquela velocidade e talento indiscutíveis. Alegre, descontraído, elegante. Cantou DanielThe One, I guess that's why they call it the blues (minha favorita), Candle in the windGoodbye Yellow Brick Road, além das já acima citadas. Andou pelo palco, cumprimentou o público, assinou um LP de um fã e abriu uma bandeira do 'galo' mandada por alguém da plateia, coitado. Vaias fizeram-no desconfiar que não fora uma boa ideia. Mas, enfim, tudo faz parte do show!

O público belo-horizontino foi presenteado com um belíssimo espetáculo e, de agora em diante, Minas entrará na rota dos grandes shows. Vem aí, em maio, nada mais, nada menos que Paul McCartney. Outro lord, uma lenda, um mito. A Inglaterra produziu as melhores bandas do mundo. E, como não falar dos Irlandeses do U2? Até agora, o melhor de todos os shows que eu e meu marido já participamos. Mas esse foi em São Paulo também. Esperamos que, doravante, eles possam dar o ar da graça pelas bandas das alterosas. Quem sabe?