quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Príncipe George

George Alexander Louis
Há muitos que pensam ser a nobreza, antes de tudo, apenas a ostentação de luxo e de poder. No mundo encantado de Londres, uma família real vem nos mostrando que ser nobre é ter elegância e sofisticação com simplicidade no comportamento, apesar da luxuosidade, pompa e ostentação inerentes à monarquia. O príncipe herdeiro, que poderia ter uma infinidade de nomes, consta em seu registro apenas três: George Alexander Louis. Já começa por aí a demonstração de bom senso dos pais.  Há três meses eu estive na Inglaterra. Existe naquele lugar "tão, tão distante" uma atmosfera de magia contagiante. É como se estivéssemos dentro de um conto de fadas dos Grimm ou, até mesmo, em um capítulo de Harry Potter. Cada esquina tem o crivo da história da famosa ilha britânica. A casa onde morou Paul McCartney, o primeiro estúdio dos Beatles, a Abbey Road, o Castelo de Buckingham, os guardas da rainha, o Big Ben, os ônibus vermelhos de dois andares. Passeando pelas ruas impecavelmente limpas e floridas, ficamos a imaginar onde vivem os grandes artistas: Adelle, Phil Collins, os rapazes do Oasis e do Coldplay, Daniel Craig (agente 007), Helena Bonham Carter, Morrissey (The Smiths), enfim, a Inglaterra é um celeiro de grandes nomes da arte. São verdadeiros lordes e isso podemos comprovar pelo comportamento da família real. A educação começa de cima.  Em 22 de julho nascia o príncipe George. Foi em uma tarde ensolarada e muito quente, com uma sensação térmica de 40 graus. Do hotel, víamos pela TV as imagens das pessoas em frente ao palácio comemorando o nascimento do mais jovem sucessor ao trono britânico, filho de Kate e William. Eles, muito simpáticos, bem mais do que várias celebridades brasileiras, mostraram, sob os holofotes do mundo todo, o recém-nascido envolto numa mantinha simples, nos braços do pai. Agora que completou três meses, o principezinho foi batizado hoje. Seu traje, bem mais sofisticado,veio embelezar ainda mais aquele bebezinho de bochechas rosadas, a pequena realeza. Eles podem ostentar, eles são riquíssimos e chiquérrimos. Entretanto, não são nas roupas e nem nas joias que eles demonstram sua nobreza. A realeza britânica, hoje representada por William, Kate e George, somam valores que dinheiro nenhum é capaz de comprar: discrição, educação e carisma. Enquanto isso em terra brasilis, ser chique é outra coisa!  Vida longa ao príncipe George!