quarta-feira, 25 de maio de 2011

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Manchete dos principais portais da internet:

Governo veta distribuição de kit-gay nas escolas públicas.

Bom, já não era sem tempo! Até quando a sociedade vai jogar para a escola a responsabilidade de educar as crianças deste país? À escola cabe instruir. À família cabe educar. Estamos vivendo numa era em que a escola virou pau-pra-toda-obra! É só assistir a alguns informes publicitários: "A Prefeitura de Belo Horizonte adotou a Escola Aberta, um programa que inclui a comunidade no ambiente escolar nos fins de semana, para praticarem esportes, aprender artesanato, utilizar o laboratório de informática dos alunos". A escola não está aberta, está escancarada!

Já há algum tempo que estão tentando inverter os valores na Educação. Há uma corrente de pseudo-intelectuais, ou melhor, uma patrulha ideológica que tenta jogar por terra tudo aquilo que fora construído por anos a fio dentro da instituição mais frequentada no Brasil. No governo do ministro Fernando Haddad, um grupo de talibãs disfarçados de estudiosos da língua mater, querem recolher os livros de Monteiro Lobato por considerarem-no racista e ofender a comunidade negra. Tia Nastácia, que nem engajada era, será limada do imaginário das crianças... O saci, o tio Barnabé, todos! Eles são um perigo para a formação da autoestima dos nossos alunos negros. É o que pensam os constituintes do governo federal...

Na contramão do bom-senso, meio milhão de livros didáticos foram distribuídos às escolas públicas para consumo de crianças no início do processo de formação, enfatizando que falar errado é certo e, se algum professor corrigir o aluno que fala errado, está praticando preconceito linguístico! É, minha gente, parece brincadeira, mas não é. Justamente os alunos de escolas públicas, os mais necessitados de conhecimento formal, serão prejudicados. Nem ensinar as normas da língua culta podemos mais, pois estaremos ferindo o direito do falar da criança.

Agora queriam distribuir um kit-gay, como se fosse papel da escola doutrinar filhos dos outros sobre sexualidade. Isso cabe à família! Minha posição não é de preconceito, mas de saber separar as coisas. Vou parar a aula de português, matemática, ciências, geografia e história para falar aos meus pupilos se eles devem ou não concordar com a união homossexual, adoção de crianças por casais gays, etc. Ora, façam-me o favor. Tenho mais o que fazer! E tenho dito.